
Dois candidatos do sistema! O segundo quer meter a mão no pote!
Análise Libertária
Dois candidatos do sistema! O segundo quer meter a mão no pote!
Ontem, ao contrário do que a propaganda apressada tenta vender como um "momento decisivo" da "democracia", passaram à segunda volta dois produtos acabados do sistema. Não dois acidentes, não duas rupturas, não dois riscos para o regime - dois candidatos plenamente compatíveis com o presente regime.
André Ventura e António José Seguro não chegaram onde chegaram por desafiarem o poder, mas precisamente porque não o põem em causa. O sistema pode tolerar barulho, indignação ou retórica inflamada; o que nunca tolera é a ameaça real à sua base de sustentação: a extracção permanente de riqueza, a obediência fiscal e a submissão política.
Ambos aceitam, sem reservas, o modelo de extorsão institucionalizado a que chamam "estado social". Um mecanismo em que o estado se apropria da maior parte do rendimento de quem produz, redistribui migalhas segundo critérios políticos e morais, e baptiza o processo de solidariedade.
Ambos aceitam que Portugal continue a ser um protectorado regulatório, fiel executor das ordens de Bruxelas e do império norte-americano, transpondo sem pestanejar todas as directivas de controlo, vigilância e branqueamento de capitais que tratam a pessoa comum como suspeito à partida. Nenhum questiona a lógica kafkiana que sufoca a economia, a iniciativa e a liberdade individual. Nenhum ousa tocar no altar da submissão europeia.
Ambos aceitam também a grande fraude constitucional portuguesa: uma Constituição que afirma defender a propriedade privada enquanto consagra, na prática, uma visão marxista das relações laborais. Se um empregador não pode despedir livremente quem trabalha na sua empresa, se é obrigado a manter uma relação contratual contra a sua vontade, então não existe propriedade privada - existe mera concessão condicionada pelo estado.
Obrigar alguém a colaborar com quem não quer é agressão, não é justiça social. É a negação do contrato, negação da liberdade de associação, negação da propriedade; no entanto, este ponto central é tabu absoluto para ambos os candidatos.
Na política externa, o alinhamento é igualmente total. Ambos concordam com o envio de dinheiro para a Ucrânia, com o envio de armamento e, quando chegar o momento, com o envio de tropas - se assim for determinado. Não há debate sobre interesse nacional, soberania ou não-intervenção. Portugal continua a comportar-se como um vassalo disciplinado, obediente às prioridades estratégicas alheias, disposto a pagar e a morrer por decisões que não controla. Também aqui, o consenso é perfeito.
Resta então a única divergência real - a única que o sistema permite discutir. Ventura representa uma mão nova no pote; Seguro garante que as mesmas duas mãos de sempre, os dois partidos socialistas que governam Portugal há décadas, continuam a controlar o saque à população. O pote mantém-se. O saque mantém-se. Discute-se apenas quem mete a mão primeiro e quem gere a repartição interna do espólio.
O Partido Libertário denuncia esta encenação grotesca de uma suposta oposição entre direita e esquerda. Não há aqui direita contra esquerda. Há sistema contra a população. Enquanto a discussão permanecer confinada aos limites que o regime autoriza - impostos altos, estado omnipresente, submissão externa e falsa propriedade privada - não existe escolha, apenas teatro. Ontem, como tantas outras vezes, não foi o povo que passou à segunda volta: foi o sistema.
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- O contribuinte que vê o seu salário desaparecer em impostos - vai perceber que ambos os candidatos defendem o mesmo sistema de extracção fiscal
- O pequeno empresário sufocado por regulamentos e leis laborais rígidas - vai entender que a falsa propriedade privada em Portugal o impede de gerir livremente a sua empresa
- O eleitor cansado da falsa oposição entre direita e esquerda - vai descobrir que o debate político é apenas teatro para manter o saque à população
1Propriedade privadaDireito de usar, vender ou ceder o que é teu sem interferência alheia.
É o controlo real sobre os teus bens e recursos, sem terceiros a ditarem o que podes fazer. O artigo mostra que em Portugal não existe propriedade verdadeira, pois o estado obriga a manter contratos de trabalho contra a vontade do dono. Se não podes escolher quem trabalha na tua empresa, não és dono dela.
2Liberdade de associaçãoDireito de escolher com quem queres colaborar ou não colaborar.
Cada pessoa deve poder decidir livremente com quem se associa ou de quem se separa, sem imposição externa. O texto denuncia que as leis laborais obrigam empregadores a manter relações contra a sua vontade. Obrigar alguém a colaborar com quem não quer é agressão, não justiça.
3Não-intervençãoPrincípio de não interferir em conflitos que não são nossos.
Um país não deve meter-se em guerras ou disputas estrangeiras que não afectam directamente os seus cidadãos. O artigo critica o envio de dinheiro, armas e eventualmente tropas para a Ucrânia sem discutir o interesse nacional. Portugal age como vassalo em vez de país independente.
4estado socialSistema que toma rendimentos de uns para dar a outros.
O estado apropria-se da maior parte do rendimento de quem produz através de impostos e contribuições obrigatórias. Depois redistribui migalhas segundo critérios políticos e chama-lhe solidariedade. Na prática é transferência forçada de riqueza, não caridade voluntária.
5Extracção de riquezaImpostos vistos como roubo organizado pelo estado.
O estado tira aos cidadãos o que produziram sem o seu consentimento genuíno. O artigo fala em "obediência fiscal" e "saque à população" para descrever este processo. Quem trabalha e produz fica com cada vez menos do fruto do seu esforço.
6ContratoAcordo voluntário entre duas partes livres e iguais.
Base de todas as relações económicas numa sociedade livre: cada um entra e sai quando quiser, sem coacção. O artigo mostra que em Portugal o contrato de trabalho não é verdadeiro, pois o estado proíbe o despedimento livre. Não há contrato quando uma das partes é forçada a ficar contra a sua vontade.
7RegimeSistema de poder que se protege a si próprio de mudanças reais.
Conjunto de partidos, regras e interesses que governam um país e impedem qualquer ameaça ao seu controlo. O texto diz que Ventura e Seguro são "produtos acabados do sistema" que nunca põem em causa a extracção de riqueza. O regime tolera barulho mas esmaga quem o ameaça de verdade.
Informações
em 2 de março de 2026
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