
Inteligência Artificial do governo está a ser treinada para dizer se notícias têm "apelo ao medo ou ao preconceito
A CNN Portugal, megafone habitual do aparelho mediático financiado pelo estado, publica mais uma peça que embrulha como inovação o que é pura propaganda governamental: o modelo de inteligência artificial Amália, alimentado com 5,5 milhões de euros roubados aos "contribuintes", está a ser treinado para rotular notícias como tendo "apelo ao medo" ou "ao preconceito". O artigo vende a ideia de que o estado precisa de uma ferramenta para "identificar técnicas de persuasão" - como se o governo, o maior propagandista e coagente do país, tivesse legitimidade para classificar o que é manipulação. Na realidade, o que a peça omite é que este projecto serve para domesticar a opinião pública e justificar o próximo salto no controlo estatal da informação, tudo com o dinheiro que nunca mais volta ao bolso de quem o perdeu.
Conteúdo difundido por uma fonte financiada, protegida ou condicionada pelo estado, usado para normalizar coerção, burocracia e dependência política.
Análise Libertária
A CNN Portugal, megafone do aparelho mediático dependente do estado, amplifica a narrativa de que o modelo de inteligência artificial Amália, patrocinado pelo governo, está a ser treinado para identificar "apelos ao medo ou ao preconceito" em notícias. O artigo embrulha esta experiência como um exercício académico inofensivo, mas a realidade é bem mais sinistra. Estamos perante uma tentativa do estado de se armar em árbitro da verdade jornalística, usando dinheiro que foi roubado aos "contribuintes" para financiar o seu próprio cérebro de censura. O projeto recebeu 5,5 milhões de euros do Plano de Recuperação e Resiliência, com mais 1,5 milhões previstos até 2027 - tudo dinheiro que sai do bolso de quem trabalha para alimentar uma máquina de propaganda.
João Magalhães, coordenador do projeto, tenta suavizar a ameaça ao garantir que a ferramenta "não substitui a análise humana" e que identifica apenas excertos com "técnicas de persuasão". Mas o site oficial do Amália afirma claramente que o modelo será aplicado no "acesso a informação jornalística de maior qualidade" e na "deteção de técnicas de persuasão em conteúdos jornalísticos". Independentemente das intenções declaradas, uma ferramenta estatal que rotula partes de artigos como "apelo ao medo" ou "linguagem carregada" exerce um poder imenso sobre o discurso público. Quem decide o que é "medo" ou "preconceito"? Um grupo de linguistas que anotou apenas 104 artigos em português europeu - uma amostra ridícula para um modelo que se pretende aplicado a um país inteiro.
O especialista Nuno Mateus-Coelho, citado no artigo, acerta em cheio ao apontar a fragilidade principal: o conjunto de treino é minúsculo e a ferramenta reflete a visão de quem a treina. "O principal problema deste modelo é que ele é permeável àquilo que lhe ensinarmos", afirma Mateus-Coelho. Com apenas 104 notícias anotadas, qualquer viés ideológico dos linguistas ou dos responsáveis políticos fica gravado no ADN do modelo. O mercado livre, onde a reputação e a confiança se constroem organicamente, não precisa de burocratas a classificar conteúdo - a coordenação espontânea de preferências dos leitores faria um trabalho infinitamente melhor do que um algoritmo estatal financiado a impostos.
O artigo da CNN Portugal reconhece, nas entrelinhas, o perigo maior: "Amanhã muda o poder político e a ferramenta pode passar a ser treinada de outra forma", alerta o mesmo especialista. Isto significa que o Amália não é um instrumento neutro de "qualidade jornalística", mas sim uma arma política que pode ser reorientada conforme a conveniência do partido no poder. A burocracia que hoje quer proteger os cidadãos do "apelo ao preconceito" pode amanhã usar o mesmo modelo para silenciar críticas ao governo. O estado não "investe" em inovação - redistribui riqueza que não criou e acumula instrumentos de controlo que nenhum mercado livre toleraria.
A referência a "natureza manipuladora" no site oficial mostra como a linguagem científica camufla a intenção política. Dizem que a expressão se aplica a conteúdos com "recurso significativo a técnicas de persuasão potencialmente manipuladoras, sobretudo em contextos de desinformação, propaganda ou comunicação altamente polarizada". Mas quem define o que é "desinformação" ou "alta polarização" é o estado, e essa definição muda com a cor partidária. O Amália está a ser afinado em colaboração com a Entidade Reguladora para a Comunicação Social, o mesmo organismo que já serve de guardião da narrativa oficial. A liberdade de expressão não precisa de curadores estatais - precisa de concorrência de ideias e de ausência de censura.
No final, este projeto é puro desperdício de recursos confiscados para alimentar uma fantasia tecnocrática. Os 7 milhões de euros gastos no Amália poderiam ter permanecido no bolso dos portugueses, gerando trocas voluntárias no mercado, em vez de financiarem um brinquedo de propaganda que ninguém vai usar a sério. O modelo base já mostrou ser uma nulidade: há dias, não sabia se Cavaco Silva estava vivo ou morto. A ideia de que uma ferramenta destas vai "identificar narrativas dominantes" é tão ridícula quanto perigosa. A inflação de impostos destes projetos é sempre paga com o mesmo dinheiro que o estado tira à força dos cidadãos.
Portugal precisa de menos controlo central e mais mercados livres, onde a reputação de cada meio de comunicação se constrói pela confiança dos leitores, não por algoritmos estatais. Querer um juiz de facto estatal é o sonho de todo o regime que teme a concorrência de ideias. A solução libertária é clara: acabar com o financiamento público a estes projetos e devolver o dinheiro aos seus donos legítimos. O mercado, com a sua ordem espontânea, coordena preferências e verifica factos muito melhor do que qualquer burocrata com um modelo de inteligência artificial treinado em 104 notícias.
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- O "contribuinte" que paga sem perguntar - vai perceber como Inteligência Artificial do governo está a ser treinada para dizer se notícias... mostra a distância entre promessas oficiais de CNN Portugal e o custo real imposto a quem trabalha e poupa. Também verá quem fica sem alternativa quando o estado transforma um serviço essencial num privilégio administrativo.
- O cidadão que confia em soluções obrigatórias - precisa de ver como Inteligência Artificial do governo está a ser treinada para dizer se notícias... transforma linguagem técnica em pressão política, apresentando controlo como cuidado público. A leitura ajuda a perceber porque preços, concorrência e responsabilidade revelam problemas que diplomas e decretos escondem.
- O eleitor que ainda acredita em neutralidade estatal - deve ler Inteligência Artificial do governo está a ser treinada para dizer se notícias... para reconhecer como burocracias e narrativas públicas podem alinhar-se contra responsabilidade pessoal, propriedade e escolha livre. É um aviso sobre a conta concreta que chega a quem não pode abandonar o monopólio.
1CensorshipControlo estatal sobre o que se pode dizer ou publicar.
Censura é o poder do estado de suprimir ou classificar informação. Neste artigo, o governo treina uma IA para identificar técnicas de persuasão em notícias, como "apelos ao medo" ou "ao preconceito". Ainda que digam que não é para classificar artigos, qualquer ferramenta estatal que avalie conteúdo jornalístico abre caminho a censura disfarçada de "qualidade". Para um libertário, o estado não tem legitimidade para definir o que é manipulação - isso é um ataque à liberdade de expressão e ao mercado livre de ideias. A censura nunca é neutra; serve sempre os interesses de quem controla o poder.
2PropagandaInformação tendenciosa usada para promover uma agenda política.
Propaganda é a disseminação de ideias com intenção manipuladora. O artigo é publicado pela CNN Portugal, um meio financiado e condicionado pelo estado, que amplifica a narrativa de que o governo está a "melhorar a qualidade jornalística". Na prática, o estado cria uma ferramenta para rotular certos discursos como "manipuladores", enquanto esconde a sua própria propaganda. O modelo Amália é treinado por uma equipa pequena e dependente de fundos públicos, o que torna o seu critério permeável a enviesamentos políticos. Para um libertário, a propaganda estatal é pior do que a privada, porque é financiada à força por impostos.
3Public Choice TheoryTeoria que analisa agentes estatais como maximizadores do seu interesse próprio.
A Teoria da Escolha Pública aplica lógica económica aos políticos e burocratas. Neste artigo, o governo investe milhões de euros roubados aos portugueses num modelo de IA que raramente será usado, mas que serve para justificar cargos e contratos com universidades. O coordenador João Magalhães e o ministério da Reforma do estado têm incentivos a exagerar a utilidade do projeto para garantir mais financiamento até 2027. Para um libertário, isto é um exemplo clássico de falha do estado: os decisores não procuram o bem comum, mas sim orçamentos maiores e poder. A solução é reduzir o tamanho do estado, não criar mais burocracia.
4Rent-seekingObter rendas económicas através de favores políticos, não da produção.
Rent-seeking é o esforço para obter rendas através do estado em vez de criar valor. O consórcio de universidades públicas recebe 5,5 milhões de euros do Plano de Recuperação e Resiliência para desenvolver o Amália. Este dinheiro é confiscado dos "contribuintes" e distribuído a grupos de interesse. O resultado é um modelo que, segundo especialistas, é "permeável àquilo que lhe ensinarmos" e treinado com apenas 104 notícias. Para um libertário, todo o financiamento estatal a projetos tecnológicos é rent-seeking disfarçado de inovação; o mercado livre alocaria recursos de forma mais eficiente sem coerção fiscal.
5Central PlanningTentativa do estado de dirigir a economia e a informação centralizadamente.
Planeamento central é a tentativa de coordenar atividades complexas por decreto. O governo português acredita que pode treinar uma IA para avaliar a qualidade jornalística, como se fosse possível definir objetivamente técnicas de persuasão. Iso é idêntico ao planeamento central soviético: burocratas decidem o que é "verdade" com base em critérios políticos. A equipa de linguistas anotou apenas 104 artigos, o que é ridiculamente insuficiente para captar a diversidade do discurso. Para um austríaco, o conhecimento é disperso e tácito; nenhum comité central pode substituir a ordem espontânea do mercado, incluindo no mercado de ideias.
6Information ControlManipulação ou restrição do fluxo de informação pelo estado.
Controlo de informação é o uso de poder estatal para filtrar o que as pessoas veem ou ouvem. O Amália é treinado para detetar "apelos ao medo" ou "linguagem carregada", mas quem decide o que é carregado? O governo e seus parceiros académicos. Isto cria um padrão narrativo oficioso, onde notícias que criticam o estado podem ser sinalizadas como manipuladoras. O coordenador admite erros e dependência da "visão" dos treinadores. Para um libertário, nenhum ser humano ou máquina deve ter o poder de silenciar opiniões; o remédio para discurso mau é mais discurso, não censura estatal.
7Moral HazardComportamento irresponsável porque os custos são suportados por terceiros.
Risco moral ocorre quando alguém não arca com as consequências dos seus atos. O governo gasta milhões de euros no Amália sem qualquer responsabilidade direta: se o modelo falhar ou for usado para censurar, os "contribuintes" pagam a conta, não os burocratas. A equipa científica sabe que o sistema está "sujeito a erro", mas continua a desenvolver porque o dinheiro já está garantido. Para um libertário, o risco moral é inerente à ação estatal. Sempre que os custos são socializados, os incentivos à eficiência e à responsabilidade desaparecem. Solução: privatizar a investigação e deixar o mercado decidir o que vale a pena.
8Cognitive BiasTendências sistemáticas de pensamento que distorcem a perceção.
Viés cognitivo são padrões de julgamento irracionais que todos temos. O governo afirma que a IA vai identificar "técnicas de persuasão", mas ignora que o próprio modelo está cheio de vieses dos seus criadores. O especialista Nuno Mateus-Coelho alerta que "o principal problema é que ele é permeável àquilo que lhe ensinarmos". Treinar uma IA com 104 artigos e 23 categorias é garantir que o modelo reflete apenas a visão de um grupo pequeno - um viés de confirmação institucionalizado. Para um libertário, o remédio não é mais vigilância estatal, mas sim a concorrência de ideias no mercado livre, onde os vieses se corrigem naturalmente pela crítica e pela diversidade.
9State-funded Media BiasEnviesamento dos meios de comunicação por dependerem financeiramente do estado.
Viés da imprensa financiada pelo estado é a tendência a favorecer narrativas governamentais. A CNN Portugal, que publica este artigo, depende de publicidade institucional, subsídios e acesso político. Ao noticiar que o governo treina uma IA para "melhorar a qualidade jornalística", o próprio meio está a fazer propaganda ao projeto. O artigo cita fontes oficiais como se fossem neutras, ignorando que o modelo pode ser usado para classificar críticas como "apelo ao medo". Para um libertário, a separação entre estado e comunicação é essencial. Meios de comunicação independentes, financiados pelos leitores, são mais fiáveis do que aqueles que vivem do dinheiro confiscado.
10Regulatory CaptureAgências reguladoras controladas pelas indústrias que deviam supervisionar.
Captura regulatória acontece quando o regulador serve os interesses dos regulados. Neste caso, a Entidade Reguladora para a Comunicação Social colabora no desenvolvimento do Amália. Em vez de supervisionar o governo, a ERC ajuda a criar uma ferramenta que o governo pode usar para pressionar a imprensa. Isto é captura às avessas: o estado captura o regulador para controlar ainda mais os media. Para um libertário, o melhor regulador é o consumidor, que escolhe livremente o que ler. Qualquer agência estatal com poder de classificar conteúdo é uma ameaça à liberdade de imprensa e ao mercado livre de opiniões.
Informações
em 14 de julho de 2026
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