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Partidos devem 1,4 milhões de euros em coimas ao estado
SitePropaganda estatal· CNN Portugal· Alda Martins

Partidos devem 1,4 milhões de euros em coimas ao estado

A CNN Portugal publica uma peça que embrulha como "escrutínio" aquilo que é, na realidade, uma cortina de fumo sobre a dívida dos partidos ao estado - o mesmo estado que estes partidos controlam e usam para extorquir os contribuintes. O artigo amplifica a narrativa de que a Entidade das Contas e Financiamentos Políticos (ECFP) e a Procuradoria-Geral da República (PGR) estão num "jogo de empurra" institucional, normalizando a ideia de que o problema é a burocracia e não a impunidade dos partidos do regime. Curiosamente, a propaganda só revela valores residuais de partidos menores, omitindo o que devem os "grandes" - PS, PSD, etc. - que são os verdadeiros beneficiários do sistema. Na realidade, o que o artigo serve é desviar a atenção: se fosse um empresário ou contribuinte a dever ao fisco, a máquina coerciva do estado já lhe teria penhorado tudo; para os partidos, há "pagamento faseado" e silêncio cúmplice.

Fonte de propaganda estatal

Conteúdo difundido por uma fonte financiada, protegida ou condicionada pelo estado, usado para normalizar coerção, burocracia e dependência política.

Omissão Seletiva - O artigo concentra-se em valores residuais de partidos pequenos ("o partido ADN deverá cerca de 6 mil euros", "CDS-PP pediu o pagamento faseado de aproximadamente 15,3 mil euros") e omite deliberadamente as dívidas dos grandes partidos do regime (PS, PSD, etc.), criando a falsa impressão de que o problema é de burocracia e não de cumplicidade seletiva do estado com os seus próprios braços políticos.
Falsa Simetria - O artigo apresenta um "jogo de empurra" entre a Procuradoria-Geral da República e a Entidade das Contas e Financiamentos Políticos como se ambas fossem igualmente responsáveis pela falta de escrutínio, quando na verdade a ECFP é um organismo dependente do estado e a PGR é o braço judicial do mesmo regime, servindo para normalizar a inação institucional: "A Procuradoria-Geral da República (PGR) e a ECFP trocam responsabilidades no que é descrito como um 'jogo de empurra' institucional".
Apelo à Burocracia como Desculpa - O artigo desvia a atenção da responsabilidade política dos partidos devedores para um problema técnico informático, sugerindo que a falta de escrutínio se deve a uma "aplicação informática criada em 2010" que "não inclui várias situações relevantes", como se a tecnologia fosse a causa e não a vontade política de não cobrar os verdadeiros devedores.

Análise Libertária

A CNN Portugal amplifica mais uma peça de propaganda estatal ao difundir que os partidos políticos devem mais de 1,4 milhões de euros em coimas ao estado. A narrativa vende a ideia de que existe escrutínio sobre as contas partidárias, mas a realidade é bem diferente. A Entidade das Contas e Financiamentos Políticos (ECFP) apenas conseguiu discriminar 28 mil euros desse total, deixando 98% do montante sem qualquer detalhe. Isto significa que o organismo criado para fiscalizar os partidos é incapaz de fazer o seu trabalho, ou pior, não tem interesse em revelar quem são os verdadeiros devedores.

O artigo serve como megafone para normalizar a ideia de que o estado é uma entidade neutra que aplica coimas a todos por igual. Mas a verdade é que os partidos políticos são o braço executivo do estado que aprova os impostos e as leis que depois os cidadãos são forçados a cumprir. Como pode o estado cobrar coimas a empresas e contribuintes quando os seus próprios criadores devem mais de um milhão de euros sem consequências reais? A propaganda esconde que os "grandes" partidos, os que realmente controlam o orçamento, não aparecem na lista de devedores com valores significativos.

Entre os casos identificados, o partido ADN deve cerca de 6 mil euros, o CDS-PP pediu pagamento faseado de 15,3 mil euros, e o PCTP-MRPP também surge na lista. São valores residuais que servem para dar a ilusão de que o sistema funciona. Onde estão as dívidas do PS, do PSD, do Chega ou do Bloco de Esquerda? A ausência destes partidos na lista sugere que o escrutínio é seletivo e que as coimas são aplicadas apenas a quem não tem poder para as evitar.

A Procuradoria-Geral da República e a ECFP trocam responsabilidades num "jogo de empurra" institucional, como o próprio artigo admite. Isto significa que ninguém é realmente responsabilizado, e o dinheiro devido aos contribuintes continua por cobrar. Enquanto o estado persegue o cidadão comum por dívidas ao fisco, os partidos políticos beneficiam de um tratamento privilegiado. A burocracia estatal é sempre mais branda quando se trata de punir os seus próprios agentes.

A aplicação informática criada em 2010 para gerir estes processos é outro exemplo de ineficiência estatal. O artigo revela que o sistema não inclui processos dentro do prazo de pagamento voluntário nem casos com pagamento em prestações. Isto impede uma visão completa do universo das coimas, o que é conveniente para os partidos que controlam o estado. Se o software fosse privado e concorrencial, teria sido substituído há muito por uma solução funcional, mas a burocracia pública prefere manter sistemas falhados.

O processo de cobrança é igualmente revelador: se houver recurso, o caso segue para o Tribunal Constitucional, que pode confirmar a dívida. Se não houver recurso nem pagamento, as certidões seguem para o ministério Público para execução coerciva. Mas o artigo admite que não existe detalhe adicional sobre estes casos, o que significa que a maioria das coimas nunca é cobrada. Para o cidadão comum, uma dívida ao estado resulta em penhoras e processos judiciais imediatos, mas para os partidos há sempre uma almofada burocrática.

A hipocrisia é total: o mesmo estado que confisca salários e propriedades de contribuintes por dívidas de centenas de euros é incapaz de cobrar mais de um milhão aos seus próprios criadores. Os partidos políticos são os maiores beneficiários do sistema fiscal que eles próprios criaram, e esta dívida é apenas a ponta do icebergue. Se fosse um empresário ou um trabalhador a dever este montante, a casa, o carro e a mobília seriam confiscados sem piedade.

A conclusão é inevitável: o estado não é um árbitro neutro, mas sim um instrumento de poder que protege os seus aliados e persegue os seus inimigos. Enquanto os cidadãos forem obrigados a pagar impostos para sustentar este sistema, os partidos continuarão a dever milhões sem qualquer consequência. A única solução é a redução drástica do estado e a eliminação dos privilégios fiscais e políticos que permitem estas distorções.

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  • O eleitor enjoado dos mesmos rostos - vai reconhecer no artigo a seletividade de quem cobra: os partidos grandes ficam de fora, enquanto sobram coimas de 6 mil euros. A consequência prática é perceber que o estado é um negócio onde os políticos são os primeiros a não pagar, mas nunca perdem a licença para governar.
  • O pequeno empresário que já levou multas por uma licença atrasada - sabe o tratamento que recebe quando falta um papel. Vai ver que os partidos que fazem as leis devem 1,4 milhões de euros e o estado serve-lhes prestações, enquanto ao cidadão comum caem juros e penhoras. A sua liberdade e o seu bolso dependem de exigir a mesma régua.
  • O jovem que ainda acredita que a política é um serviço público - vai perceber que os partidos tratam as coimas como uma despesa menor e o escrutínio como um jogo de empurra. A conclusão prática é que não há reforma possível dentro deste sistema: quem devia estar sujeito à lei é quem a escreve, e isso nunca vai acontecer por voto.

  1. 1Coima (Fine)Multa imposta pelo estado por incumprimento de regras.

    É uma penalização monetária aplicada por uma autoridade estatal. Neste artigo, os partidos devem coimas ao estado por infrações nas contas. A coima é um instrumento de coerção: o estado define a regra, julga o incumprimento e cobra à força. Para um libertário, qualquer multa é uma forma de confisco, pois o dinheiro é retirado sem consentimento voluntário. A diferença entre uma coima e um imposto é apenas o pretexto.

  2. 2Escrutínio (Scrutiny)Exame detalhado e verificação de contas e ações.

    É o ato de examinar com atenção algo, neste caso as contas dos partidos. O artigo mostra que o escrutínio é limitado: a ECFP só conseguiu discriminar 28 mil euros de 1,4 milhões. Isso revela que o estado não aplica aos partidos o mesmo rigor que aplica aos cidadãos comuns. Para um libertário, o escrutínio é essencial para limitar o poder, mas aqui falha precisamente onde o poder está em causa.

  3. 3Dívida (Debt)Obrigação de pagar algo, aqui ao estado.

    É uma obrigação de pagamento. Os partidos devem mais de 1,4 milhões de euros em coimas ao estado. Mas esta dívida é diferente da dívida voluntária: não resulta de um contrato livre, mas de uma imposição estatal. O estado cobra coimas com base em leis que os partidos ajudaram a criar. Para um libertário, a dívida só é legítima se resultar de um acordo voluntário, não de coerção.

  4. 4Tribunal Constitucional (Constitutional Court)Órgão que decide sobre a constitucionalidade das leis.

    É um tribunal que pode confirmar a cobrança de coimas se houver recurso. Neste artigo, o Tribunal Constitucional aparece como a instância final para decidir sobre as coimas. Para um libertário, qualquer tribunal estatal é parte do aparelho de coerção, pois aplica leis impostas, não justiça voluntária. A sua decisão não é neutra: serve o estado, não a liberdade individual.

  5. 5ministério Público (Public Prosecutor"s Office)Entidade que promove a execução coerciva de dívidas ao estado.

    É a entidade que recebe as certidões de dívida para execução coerciva, ou seja, para cobrar à força. Neste artigo, o ministério Público é o braço armado do estado na cobrança das coimas. Para um libertário, a execução coerciva é roubo legalizado: o estado usa a força para tirar dinheiro, sem consentimento. A diferença entre um cobrador privado e o ministério Público é que o segundo tem o monopólio da violência.

  6. 6Jogo de empurra (Blame game)Troca de responsabilidades entre instituições estatais.

    É uma expressão que descreve como a PGR e a ECFP se acusam mutuamente pela falta de clarificação. Este "jogo de empurra" é típico do estado: quando algo falha, as instituições transferem a culpa. Para um libertário, isto mostra que o estado não é uma entidade coerente, mas um conjunto de burocracias que servem os seus próprios interesses. O cidadão fica no meio, sem responsável claro.

  7. 7Aplicação informática (Software application)Programa criado pelo estado para gerir processos de coimas.

    É um programa criado em 2010 para gerir os processos de coimas, mas que não inclui várias situações relevantes. Isto impede uma visão completa do universo das coimas. Para um libertário, isto é um exemplo de ineficiência estatal: o estado cria ferramentas que não funcionam bem, mas continua a cobrar. A falta de transparência é uma característica do poder, não um acidente.

  8. 8Execução coerciva (Coercive enforcement)Cobrança forçada de dívidas pelo estado.

    É o processo pelo qual o estado cobra dívidas à força, sem consentimento. Neste artigo, as certidões de dívida são remetidas ao ministério Público para execução coerciva. Para um libertário, isto é a essência do estado: usar a violência para impor a sua vontade. A execução coerciva não é diferente de um assalto, exceto que é legalizada.

  9. 9Partido político (Political party)Organização que procura obter poder estatal.

    É uma organização que procura obter controlo do estado. Neste artigo, os partidos devem coimas ao estado, mas o escrutínio é limitado. Para um libertário, os partidos são veículos para obter poder e privilégios, não para servir o povo. A sua dívida ao estado é uma ironia: eles criam as leis, mas não as cumprem.

  10. 10estado (State)Entidade que detém o monopólio da força num território.

    É a entidade que cobra coimas, aplica leis e executa dívidas. Neste artigo, o estado é o credor das coimas, mas também o devedor de transparência. Para um libertário, o estado é uma máquina de coerção que vive do confisco. A sua relação com os partidos é simbiótica: ambos se alimentam do poder, enquanto o cidadão paga.