
Um Argumento Misesiano Contra o estado de Israel
Resumo
A criação do estado de Israel em 1948 envolveu a expulsão de proprietários árabes e a apropriação de vastas extensões de terra sem consentimento, fundamentando-se na guerra e na conquista em vez da cooperação voluntária. Esta violação sistemática do direito à propriedade privada e à autodeterminação gerou décadas de conflito evitável.
Segundo a perspetiva misesiana, a guerra apenas destrói riqueza e nunca a cria, sendo a cooperação social pacífica o único caminho para o progresso genuíno. A conquista territorial através da força militar, justificada por razões religiosas ou não, é incompatível com o liberalismo e condena gerações à miséria e à destruição.
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- O defensor de Israel que se diz libertário - vai descobrir a contradição fundamental entre apoiar um estado expansionista e defender a propriedade privada e a cooperação voluntária.
- O interessado no conflito do Médio Oriente - vai encontrar uma análise baseada em princípios liberais clássicos que raramente aparece nos meios de comunicação convencionais.
- O libertário que quer aprofundar a sua visão geopolítica - vai compreender como a escola austríaca aplica conceitos como autodeterminação, propriedade e paz aos conflitos internacionais.
1Propriedade privadaBase de toda a sociedade livre e próspera.
É o controlo exclusivo sobre bens e meios de produção pelo indivíduo, não pelo estado. Mises afirma que todo o programa liberal se resume a esta palavra. No artigo, a apropriação de terras na Palestina violou este princípio fundamental, destruindo a base para a cooperação pacífica.
2CoerçãoUso de força para obrigar alguém a agir.
É a imposição da vontade de uns sobre outros através da ameaça ou da violência física. O estado é definido por Mises como o aparelho social de compulsão e coerção. O artigo mostra como a criação de Israel envolveu expulsão e submissão forçada de populações.
3Cooperação socialBase do progresso humano e da civilização.
É o trabalho conjunto voluntário entre pessoas que cria riqueza e permite o florescimento da humanidade. Mises contrasta isto com a guerra, que apenas destrói. O artigo argumenta que a expansão militar de Israel destruiu esta cooperação em vez de a promover.
4AutodeterminaçãoO direito de cada povo decidir o seu futuro.
É a liberdade dos habitantes de um território de escolher a que estado pertencer ou de formar um novo. Mises defende que plebiscitos livres previnem revoluções e guerras. O artigo mostra como este direito foi negado aos árabes palestinianos em 1948.
5LiberalismoDoutrina que coloca a liberdade como valor supremo.
É o sistema de pensamento que defende a propriedade, a liberdade e a paz como fundamentos da sociedade. Para Mises, o liberalismo é cosmopolita e visa a cooperação de toda a humanidade. O artigo argumenta que as guerras de Israel contradizem este ideal.
6estadoOrganização que detém o uso da força num território.
É o aparelho social de compulsão que induz as pessoas a obedecer às regras da vida em sociedade. Na visão de Mises, o estado deveria apenas proteger a propriedade e a liberdade. O artigo critica o uso do estado de Israel para expropriar e dominar populações.
7ConsentimentoAcordo voluntário dos governados em ser governados.
É a base que sustenta qualquer governo, segundo Mises. Nenhum regime se mantém se a maioria não o considerar bom. O artigo aponta que o estado de Israel foi imposto sem o consentimento da maioria dos habitantes da Palestina histórica.
8TolerânciaAceitação de diferentes crenças e opiniões.
É o princípio liberal de respeitar todas as fés religiosas e doutrinas metafísicas. O liberalismo não invade o domínio da fé. O artigo critica o uso de justificações religiosas para apropriar-se de terras e impor domínio sobre outros povos.
Informações
em 21 de março de 2026
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