
Tempestade "Kristin" faz disparar custo de gestão da rede elétrica
O Expresso serve mais uma peça de propaganda estatal que normaliza a dependência da rede elétrica dos monopólios energéticos e do ministério do ambiente. O artigo amplifica a narrativa de que a tempestade "Kristin" justifica o disparo dos "encargos de regulação" - um eufemismo para transferir custos de ineficiência e gestão burocrática para os consumidores cativos. Na realidade, o que o artigo omite é que o governo e a REN usam este pretexto para justificar a manutenção de centrais a gás e o adiamento de reformas estruturais. A promessa vazia de "descarbonização" e baterias não esconde que o estado prefere continuar a controlar e a cobrar, em vez de permitir um verdadeiro mercado livre de energia.
Conteúdo difundido por uma fonte financiada, protegida ou condicionada pelo estado, usado para normalizar coerção, burocracia e dependência política.
Análise Libertária
O Expresso publica que a tempestade "Kristin" fez disparar os encargos de regulação da rede elétrica para €114,7 milhões em fevereiro, um recorde superior ao do apagão de abril. Este número representa um aumento de €40 milhões face a janeiro e quase o dobro da média mensal de 2025, que era de €57,9 milhões. A REN justifica o custo com a necessidade de recorrer a centrais a gás para estabilizar o sistema, dado que os danos no Centro do país impedem o trânsito de energia do Norte para o Sul. O que o artigo normaliza como um acidente natural esconde a verdadeira causa: anos de regulação e planeamento centralizado que tornaram a rede frágil e dependente de decisões políticas.
A narrativa técnico-burocrática difundida pelo Expresso trata os "serviços de sistema" como uma inevitabilidade técnica, quando são, na verdade, o resultado de incentivos estatais distorcidos. A REN, uma empresa sob concessão pública, não tem liberdade para escolher as soluções mais eficientes; está amarrada a regras e a uma estrutura de rede desenhada por burocratas. Quando uma tempestade parte os postes, o sistema não consegue adaptar-se rapidamente porque a propriedade privada das linhas e a concorrência foram suprimidas pelo estado. O custo extra de €40 milhões por mês é pago, em primeira linha, pelos comercializadores, que depois o repercutem nas facturas dos clientes.
O jornal amplifica que o governo desvaloriza a escalada, argumentando que o preço grossista da eletricidade caiu para €9 por MWh, compensando parcialmente o aumento. Esta lógica keynesiana ignora que o preço grossista é apenas um dos componentes da factura final, e que os encargos de regulação são um custo escondido que não desaparece. Os €0,033 por k Wh de serviços de sistema são um imposto disfarçado, cobrado à força ou por coerção a cada família que precisa de electricidade para viver. As empresas com contratos de preço fixo, como nota o presidente da Acemel, não conseguem repercutir estes custos e vêem as suas margens esmagadas por uma variável que não controlam. Contexto relacionado: Portugal fez progressos na transição energética, mas precisa de um melhor planeamento da rede elétrica, aponta a AIE.
O artigo vende a ideia de que a solução passa por mais planeamento estatal: uma "estratégia nacional para o armazenamento" com baterias e centrais hídricas com bombagem. Esta promessa é idêntica a todas as anteriores: o estado anuncia, gasta dinheiro confiscado à força ou por coerção aos "contribuintes" e raramente entrega resultados. Entretanto, a Direção-Geral de Energia (DGEG) trava projectos privados de baterias porque o licenciamento está suspenso desde 2020. O governo quer armazenamento, mas impede os investidores de o construir - é a dupla face da intervenção que finge resolver o que ela própria cria.
Os verdadeiros perdedores são os 6,5 milhões de clientes domésticos e as centenas de empresas que enfrentam facturas imprevisíveis. A fatura recorde de fevereiro, se repartida igualmente, daria um aumento de €6 por mês por família, mas muitos comercializadores não podem passar já o custo. A incerteza regulatória e a dependência de decisões políticas transformam o fornecimento de energia num jogo de sorte, não num serviço confiável. O presidente da Acemel descreve a situação como dramática, mas faltam-lhe as conclusões libertárias: o drama nasce da ausência de mercado livre e de propriedade privada nas infraestruturas. Contexto relacionado: Investimento em energia nuclear “não faz sentido” em Portugal, diz ministra.
A comparação com o apagão de abril é esclarecedora: os encargos de regulação nunca mais voltaram aos valores pré-2024, e este pico de €33 por MWh é o dobro do pico anterior. A tendência é de agravamento contínuo, não de correção automática, porque o sistema não tem mecanismos de preço que sinalizem escassez e incentivem novos investimentos. O governo e a REN esperam repor linhas danificadas e ver os custos recuar, mas isso é tratar um tumor com um penso rápido.
A solução libertária rejeita a tecnocracia e aposta na descentralização: linhas de alta tensão em propriedade privada, preços livres que reflictam oferta e procura reais, e eliminação de subsídios cruzados. Sem a REN como monopólio estatal, a gestão da rede poderia ser concorrencial e os consumidores escolheriam fornecedores com base na fiabilidade e no custo. Enquanto o estado controlar a energia, as tempestades serão sempre desculpa para mais impostos e mais controlo. Contexto relacionado: Why Soviet Apartments Were “Free” — And Why People Still Paid So Much.
O Expresso serve a narrativa de que o governo está "atento" e que o armazenamento será a salvação, mas esta é a mesma imprensa que legitima o confisco fiscal todos os meses. O custo real não é a tempestade: é o sistema político que impede a energia barata e confiável de existir. Os €114,7 milhões de fevereiro não são um acidente: são o preço da soberania estatal sobre a electricidade, pago à força ou por coerção por quem não tem alternativa.
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- O "contribuinte" que paga sem perguntar - vai perceber como Tempestade "Kristin" faz disparar custo de gestão da rede elétrica mostra a distância entre promessas oficiais de Expresso e o custo real imposto a quem trabalha e poupa. Também verá quem fica sem alternativa quando o estado transforma um serviço essencial num privilégio administrativo.
- O cidadão que confia em soluções obrigatórias - precisa de ver como Tempestade "Kristin" faz disparar custo de gestão da rede elétrica transforma linguagem técnica em pressão política, apresentando controlo como cuidado público. A leitura ajuda a perceber porque preços, concorrência e responsabilidade revelam problemas que diplomas e decretos escondem.
- O eleitor que ainda acredita em neutralidade estatal - deve ler Tempestade "Kristin" faz disparar custo de gestão da rede elétrica para reconhecer como burocracias e narrativas públicas podem alinhar-se contra responsabilidade pessoal, propriedade e escolha livre. É um aviso sobre a conta concreta que chega a quem não pode abandonar o monopólio.
1Encargos de regulaçãoCustos estatais disfarçados que aumentam a fatura da luz.
São taxas impostas pelo regulador para equilibrar a rede. Neste artigo, os encargos dispararam para €114 milhões em fevereiro, quase o dobro do normal. Isto é dinheiro que os consumidores são forçados a pagar, independentemente do seu consumo real. Distorce o mercado porque esconde os verdadeiros custos de produção e transporte. Se não houver concorrência real, estes encargos são apenas uma forma de imposto disfarçado.
2Serviços de sistemaMecanismo que obriga centrais a estar disponíveis à força.
O estado, através da REN, contrata centrais a gás para garantir estabilidade da rede. O custo destes serviços é pago por todos os consumidores, mesmo que não usem essa energia. Neste caso, as termoelétricas recebem receitas extra por estarem de prontidão. Isto é um subsídio escondido: o estado força uns a pagar para manter outros produtores vivos, em vez de deixar o mercado ajustar-se naturalmente.
3Monopólio naturalREN tem monopólio legal da rede elétrica.
A REN é a única empresa que pode gerir a rede de alta tensão em Portugal. Este monopólio é protegido por lei, o que significa que não há concorrência para baixar custos. Quando há problemas, como a tempestade, a REN pode passar os custos adicionais diretamente para os consumidores. Se houvesse concorrência, as empresas teriam incentivos para ser mais eficientes e resilientes.
4Subsídio cruzadoConsumidores de eletricidade pagam por serviços que beneficiam outros.
Os encargos de regulação são pagos por todos os comercializadores, que depois os repassam aos clientes. Mas as centrais a gás que recebem esses pagamentos são as principais beneficiadas. Isto é um subsídio cruzado: quem compra eletricidade está a financiar a operação de centrais que, de outra forma, poderiam não ser viáveis. No mercado livre, cada um pagaria apenas pelo que consome.
5Intervenção estatalgoverno define regras que impedem o mercado de funcionar.
O governo e a ERSE regulam todo o setor elétrico, desde as tarifas até às regras de funcionamento. Neste artigo, o governo diz que vai apostar em baterias e armazenamento, em vez de deixar o mercado decidir. Isto é típico: o estado escolhe soluções, mesmo que não sejam as mais eficientes. A intervenção cria distorções: os preços não refletem a escassez real, e os consumidores acabam a pagar mais.
6Custos escondidosFatura da luz inclui custos que não vês à primeira vista.
Os €114 milhões em encargos de regulação são um custo que aparece nas tarifas, mas não é transparente para o consumidor. A maioria das pessoas não sabe que está a pagar para manter centrais a gás de reserva. Estes custos são escondidos porque não aparecem como imposto na fatura, mas são igualmente obrigatórios. No mercado livre, cada serviço teria um preço claro e visível.
7Preço administradoTarifas definidas por regulador, não pelo mercado.
Os encargos de regulação são um preço definido pelo estado, não pela oferta e procura. A REN não compete com outras empresas; simplesmente cobra o que o regulador aprova. Isto significa que os consumidores não têm alternativa. Se o preço fosse de mercado, as centrais a gás só seriam pagas quando realmente necessárias, e haveria incentivos para inovação e redução de custos.
Informações
em 13 de julho de 2026
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