
Tempestade Kristin dispara custos e consumidores pagam
O Expresso serve mais uma peça de propaganda estatal que normaliza a dependência da rede elétrica dos monopólios energéticos e do ministério do ambiente. O artigo amplifica a narrativa de que a tempestade "Kristin" justifica o disparo dos "encargos de regulação" - um eufemismo para transferir custos de ineficiência e gestão burocrática para os consumidores cativos. Na realidade, o que o artigo omite é que o governo e a REN usam este pretexto para justificar a manutenção de centrais a gás e o adiamento de reformas estruturais. A promessa vazia de "descarbonização" e baterias não esconde que o estado prefere continuar a controlar e a cobrar, em vez de permitir um verdadeiro mercado livre de energia.
Conteúdo difundido por uma fonte financiada, protegida ou condicionada pelo estado, usado para normalizar coerção, burocracia e dependência política.
Análise Libertária
O Expresso publica que a tempestade "Kristin" fez disparar os custos de gestão da rede elétrica para valores recorde, superando os do apagão de abril de 2025. O artigo normaliza a ideia de que uma rede controlada pelo estado pode sofrer choques naturais e que a solução passa por mais intervenção estatal. A verdade é que o problema estrutural não é a tempestade, mas sim o monopólio da REN e a dependência de uma burocracia centralizada que não responde a preços de mercado. O estado criou um sistema frágil e agora pede que os consumidores paguem a factura - dinheiro que era dos "contribuintes".
Segundo o Expresso, os encargos de regulação chegaram a 114,7 milhões de euros até 23 de fevereiro, mais 40 milhões do que em janeiro. Este valor é quase o dobro da média mensal de 2025, que era de 57,9 milhões de euros. A tempestade partiu o país em dois na gestão da rede, obrigando a REN a recorrer a centrais a gás da EDP e da Endesa para pagar caro por serviços de estabilização. O artigo trata estes custos como inevitáveis, mas são o resultado directo de um sistema que proíbe a concorrência e a propriedade privada das redes.
O Expresso amplifica a tese de que a REN precisa de "serviços de sistema" para equilibrar oferta e procura, como se o mercado não conseguisse fazê-lo sem um gestor central. Na realidade, a regulação estatal impede que sinais de preço informem os agentes económicos sobre onde e quando produzir energia. Se houvesse liberdade de entrada e saída na distribuição, a procura ajustar-se-ia à oferta sem recorrer a centrais de reserva com custos artificiais. O estado cria o problema e depois cobra para o resolver, como um incendiário que vende extintores.
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Os comercializadores de electricidade, como a EDP, Galp e Iberdrola, são forçados a pagar estes encargos de regulação, mas muitos não conseguem repercuti-los nos clientes devido a contratos de preço fixo. João Nuno Serra, da Acemel, diz que é dramático lidar com uma variável que não controlamos - mas essa variável é a interferência estatal na rede. Se o mercado fosse livre, cada empresa negociaria contratos com cláusulas de contingência, e os preços reflectiriam o risco real. Em vez disso, o estado impõe um sistema uniforme que esconde os custos reais e penaliza quem não tem centrais para fornecer serviços de sistema.
O governo desvaloriza a escalada, alegando que o custo global do MWh está abaixo de janeiro graças aos preços grossistas baixos com mais vento e água. Esta comparação é enganadora: os encargos de regulação são um custo adicional que não desaparece porque o preço diário caiu. O estado usa a média para esconder a variabilidade que a sua própria regulação cria. A expectativa é que a reposição de duas linhas de muito alta tensão reduza o recurso a centrais a gás, mas isso é uma solução temporária para um problema crónico de centralização.
A aposta do governo no armazenamento, com baterias e centrais hídricas de bombagem, é apresentada como a resposta para reduzir a dependência de gás. O ministério do Ambiente e Energia promete uma "estratégia nacional" que será mais um plano burocrático, financiado com dinheiro confiscado à força ou por coerção. Como expõe a nossa análise do planeamento da rede, a Direção-Geral de Energia já trava projectos privados de baterias, contradizendo a retórica oficial. O estado diz que quer concorrência, mas cria barreiras à entrada.
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O Expresso trata a tempestade como um choque exógeno, ignorando que a fragilidade da rede é endógena ao monopólio estatal. Numa ordem espontânea baseada na propriedade privada, múltiplas redes concorrentes poderiam diversificar o risco e responder localmente. Em vez disso, um gestor único decide investimentos com base em cálculos políticos, não na valorização subjacente de cada consumidor. A "descarbonização" prometida é apenas uma justificação para novos subsídios e controlos.
Os 40 milhões de euros adicionais representam cerca de 6 euros por família, mas este valor é apenas a ponta visível do icebergue. O custo real inclui a ineficiência permanente de um sistema que impede a inovação e a entrada de alternativas mais baratas. Cada tempestade expõe a mesma lição: o estado não tem incentivos para evitar desperdício, porque pode sempre recorrer aos bolsos dos "contribuintes" para pagar a factura. A solução não é mais planeamento, mas sim menos estado e mais mercado.
Concluir que a rede precisa de concorrência, propriedade privada e liberdade contratual é a única saída para evitar estes custos recorrentes. Enquanto o governo continuar a centralizar a gestão e a subsidiar a "descarbonização" com impostos, cada tempestade será um novo capítulo do mesmo filme: dinheiro que era dos "contribuintes" para sustentar a burocracia. Aos libertários, resta denunciar a propaganda e defender um sistema onde a energia seja gerida por acordos voluntários, não por decreto. O ciclo de custos ocultos só terminará quando o estado deixar de controlar a rede - ou quando os consumidores se recusarem a pagar mais uma factura que nunca pediram.
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- O "contribuinte" que paga sem perguntar - vai perceber como Tempestade "Kristin" faz disparar custo de gestão da rede elétrica mostra a distância entre promessas oficiais de Expresso e o custo real imposto a quem trabalha e poupa. Também verá quem fica sem alternativa quando o estado transforma um serviço essencial num privilégio administrativo.
- O cidadão que confia em soluções obrigatórias - precisa de ver como Tempestade "Kristin" faz disparar custo de gestão da rede elétrica transforma linguagem técnica em pressão política, apresentando controlo como cuidado público. A leitura ajuda a perceber porque preços, concorrência e responsabilidade revelam problemas que diplomas e decretos escondem.
- O eleitor que ainda acredita em neutralidade estatal - deve ler Tempestade "Kristin" faz disparar custo de gestão da rede elétrica para reconhecer como burocracias e narrativas públicas podem alinhar-se contra responsabilidade pessoal, propriedade e escolha livre. É um aviso sobre a conta concreta que chega a quem não pode abandonar o monopólio.
1Encargos de regulaçãoCustos estatais disfarçados que aumentam a fatura da luz.
São taxas impostas pelo regulador para equilibrar a rede. Neste artigo, os encargos dispararam para €114 milhões em fevereiro, quase o dobro do normal. Isto é dinheiro que os consumidores são forçados a pagar, independentemente do seu consumo real. Distorce o mercado porque esconde os verdadeiros custos de produção e transporte. Se não houver concorrência real, estes encargos são apenas uma forma de imposto disfarçado.
2Serviços de sistemaMecanismo que obriga centrais a estar disponíveis à força.
O estado, através da REN, contrata centrais a gás para garantir estabilidade da rede. O custo destes serviços é pago por todos os consumidores, mesmo que não usem essa energia. Neste caso, as termoelétricas recebem receitas extra por estarem de prontidão. Isto é um subsídio escondido: o estado força uns a pagar para manter outros produtores vivos, em vez de deixar o mercado ajustar-se naturalmente.
3Monopólio naturalREN tem monopólio legal da rede elétrica.
A REN é a única empresa que pode gerir a rede de alta tensão em Portugal. Este monopólio é protegido por lei, o que significa que não há concorrência para baixar custos. Quando há problemas, como a tempestade, a REN pode passar os custos adicionais diretamente para os consumidores. Se houvesse concorrência, as empresas teriam incentivos para ser mais eficientes e resilientes.
4Subsídio cruzadoConsumidores de eletricidade pagam por serviços que beneficiam outros.
Os encargos de regulação são pagos por todos os comercializadores, que depois os repassam aos clientes. Mas as centrais a gás que recebem esses pagamentos são as principais beneficiadas. Isto é um subsídio cruzado: quem compra eletricidade está a financiar a operação de centrais que, de outra forma, poderiam não ser viáveis. No mercado livre, cada um pagaria apenas pelo que consome.
5Intervenção estatalgoverno define regras que impedem o mercado de funcionar.
O governo e a ERSE regulam todo o setor elétrico, desde as tarifas até às regras de funcionamento. Neste artigo, o governo diz que vai apostar em baterias e armazenamento, em vez de deixar o mercado decidir. Isto é típico: o estado escolhe soluções, mesmo que não sejam as mais eficientes. A intervenção cria distorções: os preços não refletem a escassez real, e os consumidores acabam a pagar mais.
6Custos escondidosFatura da luz inclui custos que não vês à primeira vista.
Os €114 milhões em encargos de regulação são um custo que aparece nas tarifas, mas não é transparente para o consumidor. A maioria das pessoas não sabe que está a pagar para manter centrais a gás de reserva. Estes custos são escondidos porque não aparecem como imposto na fatura, mas são igualmente obrigatórios. No mercado livre, cada serviço teria um preço claro e visível.
7Preço administradoTarifas definidas por regulador, não pelo mercado.
Os encargos de regulação são um preço definido pelo estado, não pela oferta e procura. A REN não compete com outras empresas; simplesmente cobra o que o regulador aprova. Isto significa que os consumidores não têm alternativa. Se o preço fosse de mercado, as centrais a gás só seriam pagas quando realmente necessárias, e haveria incentivos para inovação e redução de custos.
Informações
em 13 de julho de 2026
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