
Produtividade cai para 66,8% da UE e o estado falha
O Expresso publica mais uma peça de propaganda estatal que embrulha o diagnóstico da baixa produtividade portuguesa num discurso de "falhas estruturais" e "necessidade de melhores políticas públicas", sem nunca questionar o papel do estado como causa central do problema. O artigo amplifica a narrativa de que o estado deve intervir ainda mais - com mais regulação, mais impostos sobre o trabalho e mais "investimento público" - para resolver um ciclo vicioso que o próprio estado criou com a sua carga fiscal, burocracia e proteção de sectores da concorrência. Na realidade, o que o Expresso omite é que a produtividade baixa é o resultado natural de um sistema que penaliza o capital, distorce os preços com subsídios e regras, e mantém os trabalhadores reféns de um mercado de trabalho amarrado a impostos e licenciamentos. A "solução" que o artigo vende é mais do mesmo veneno estatista que já condenou o país a décadas de estagnação.
Conteúdo difundido por uma fonte financiada, protegida ou condicionada pelo estado, usado para normalizar coerção, burocracia e dependência política.
Análise Libertária
O Expresso vende mais um diagnóstico de doença crónica sem nomear o verdadeiro vírus: o estado português. O artigo amplifica a narrativa de que a produtividade caiu para 66,8% da média europeia em 2025, interrompendo quatro anos de convergência ligeira. A culpa é sempre do capital insuficiente, da burocracia ou da falta de qualificação, nunca do confisco fiscal que estrangula a economia. Os economistas citados, todos dependentes de universidades públicas ou de cargos estatais, oferecem receitas que reforçam o mesmo ciclo de dependência.
Os dados do Eurostat mostram que os portugueses trabalham 37,4 horas semanais, mais 1,5 horas que a média da UE, mas criam menos valor por hora. Sectores como alojamento, restauração e agricultura concentram as jornadas mais longas e os salários mais baixos. “O incentivo para os trabalhadores aceitarem horas extra é maior”, diz João Cerejeira, ignorando que esse incentivo nasce da necessidade de compensar um salário horário já reduzido por impostos. O estado retira cerca de metade do rendimento do trabalho entre IRS, segurança social e IVA, deixando as famílias sem margem para poupar ou investir.
A produtividade baixa convive com qualificação crescente da força de trabalho, um paradoxo que os especialistas explicam com desajustes do sistema educativo. Pedro Martins sugere que as qualificações são “mais um bem de consumo do que um bem de investimento”, mas esquece que o sistema educativo é um monopólio estatal que forma para o emprego público e para a conformidade. Duas décadas de aumento de diplomados sem correspondente aumento de produtividade mostram que o estado produz licenciados, não valor económico. O mercado de trabalho, asfixiado por regulamentação e custos de contratação, não consegue absorver nem recompensar o talento.
O artigo aponta o défice de capital por trabalhador como causa central, citando o Banco de Portugal. Mas o capital não falta por acaso: falta porque o estado confisca, através de impostos, o capital que poderia ser investido produtivamente. “O reforço do investimento, em particular nos sectores expostos à concorrência internacional”, defende o banco central, como se o estado tivesse dinheiro próprio. Todo o "investimento público" é dinheiro retirado à força de quem o ganhou, e a alocação política desse capital é sempre menos eficiente que a decisão privada.
João Cerejeira enumera “carga fiscal sobre o trabalho elevada”, “carga burocrática no licenciamento” e “lentidão na Justiça” como obstáculos. Mas trata estes problemas como falhas de regulação que podem ser corrigidas com mais regulação. A carga fiscal não é um acidente: é a ferramenta principal do estado para financiar o seu próprio crescimento e a sua burocracia. A lentidão da justiça é o resultado de um sistema judicial monopolista e sem concorrência. A solução não é "melhor regulação", é menos estado, menos impostos e menos leis.
Miguel St. Aubyn acredita que a economia “poderia ser melhor organizada” e que os gestores têm um papel fundamental. Mas a organização da economia é constantemente distorcida por milhares de regras, licenças, taxas e subsídios que o estado impõe. O estado não organiza: desorganiza, ao impedir que os preços e os lucros orientem os recursos para onde são mais valorizados. A precariedade que ele critica é, em grande parte, o resultado de leis laborais que tornam os contratos permanentes tão arriscados que as empresas preferem a informalidade.
Pedro Martins admite que “a qualidade deficiente de muitas das nossas políticas públicas é uma causa profunda da produtividade baixa”. Mas nunca questiona a premissa de que devem existir políticas públicas. O debate político é superficial porque aceita que o estado deve intervir, discutindo apenas como intervir. Enquanto a discussão se limitar a ajustar impostos e regulamentos, a produtividade continuará refém de um sistema que extrai valor em vez de o criar. O mercado livre, com propriedade privada plena e contratos voluntários, coordenaria as preferências de forma espontânea e eficiente.
A conclusão do artigo é um ciclo vicioso: salários baixos exigem mais horas, mais horas não aumentam a produtividade, a produtividade baixa mantém salários baixos. “Tem de se romper com este ciclo”, diz Miguel St. Aubyn, mas a receita é sempre mais estado. Romper o ciclo exige o oposto: reduzir o estado a funções mínimas, eliminar impostos sobre o trabalho e o capital, e deixar o mercado livre alocar recursos. Enquanto o Expresso e os seus economistas continuarem a vender a narrativa de que o estado é a solução, Portugal continuará preso a 66,8% da média europeia, a trabalhar mais e a produzir menos.
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- O trabalhador com mais de 40 anos - vai reconhecer a sua rotina de horas extras em sectores de baixos salários e perceber que o problema não é falta de esforço, mas a carga fiscal e o défice de capital que o estado não resolve. Cada imposto retirado ao salário e ao investimento reduz a produtividade e o bolso, e nenhum partido muda isso sem pressão.
- O pequeno empresário - reconhece a lentidão da Justiça, a burocracia do licenciamento e o peso dos impostos sobre o trabalho que o artigo aponta, e percebe porque o capital fica no imobiliário em vez de criar valor. A consequência é clara: enquanto o estado cobrar e atrasar, a produtividade fica baixa, as remunerações encolhem e o contrato de trabalho perde a confiança.
- O jovem licenciado - vai reconhecer o desajuste entre o sistema educativo estatal e o que as empresas precisam, e a pressão para emigrar. A consequência prática para a sua liberdade é dura: entre impostos, habitação cara e baixa produtividade, a poupança e a possibilidade de montar um projeto próprio continuam fugidias até haver menos estado.
1Produtividade do trabalho (Labor productivity)Valor criado por hora trabalhada; em Portugal, 66,8% da média da UE.
É a medida de quanto valor se produz por hora de trabalho. Neste artigo, Portugal fica nos 66,8% da média europeia, caindo em 2025. A baixa produtividade reflete falta de capital e intervenção estatal que distorce incentivos. Para um libertário, o problema não é trabalhar mais, mas sim a ausência de acumulação de capital e de liberdade económica. Sem mercado livre, os recursos não fluem para os usos mais produtivos. Impostos e regulação punem o investimento e a inovação, mantendo o país pobre.
2Capital por trabalhador (Capital per worker)Quantidade de máquinas e ferramentas por trabalhador; em Portugal é baixa.
É o stock de bens de capital disponível para cada trabalhador. O artigo cita o banco de portugal a dizer que Portugal tem dos menores capitais por trabalhador da UE. Sem capital, cada hora de trabalho gera menos valor. Para um libertário, o capital só se acumula com poupança e investimento, que o estado sufoca com impostos e dívida. A baixa capitalização é sintoma de um ambiente hostil à propriedade privada e ao empreendedorismo. Mais capital significaria salários mais altos e menos horas necessárias.
3Carga fiscal sobre o trabalho (Tax burden on labor)Impostos que encarecem o trabalho e reduzem salários líquidos.
São os impostos que incidem sobre salários e contribuições sociais. O artigo menciona a carga fiscal elevada como fator de baixa produtividade. Para um libertário, impostos são confisco coercivo, nunca voluntários. Eles distorcem as decisões de trabalhar, poupar e investir. Reduzem o salário líquido e o retorno do capital, desincentivando o esforço produtivo. O estado rouba pelo bolso esquerdo e depois devolve migalhas em serviços ineficientes.
4Burocracia (Bureaucracy)Licenças e papelada que atrasam e encarecem a atividade económica.
É o conjunto de regras e procedimentos estatais que condicionam a atividade privada. O artigo fala da carga burocrática no licenciamento como entrave. Para um libertário, burocracia é coerção disfarçada de administração. Cada licença é uma barreira à entrada, protegendo incumbentes e prejudicando consumidores. A lentidão burocrática aumenta custos e reduz a produtividade. O estado cria obstáculos e depois vende a solução, num ciclo de dependência.
5Intervenção estatal (State intervention)Ação do estado na economia; distorce preços e incentivos.
É qualquer interferência do estado no mercado, como regulação, impostos ou subsídios. O artigo sugere "melhor regulação" e políticas públicas para aumentar a produtividade. Para um libertário, a intervenção nunca é neutra nem positiva: distorce o cálculo económico e desvia recursos. A baixa produtividade portuguesa é resultado de décadas de intervencionismo. O estado falha sempre porque não tem conhecimento nem incentivos para coordenar a produção. A solução é reduzir o estado, não aumentá-lo.
6Ordem espontânea (Spontaneous order)Coordenação natural do mercado sem planeamento central.
É a ideia de que o mercado se organiza sozinho através de preços e propriedade. O artigo mostra que o estado não consegue melhorar a produtividade com planos. Para um libertário, a ordem espontânea é superior a qualquer comité de especialistas. Os preços transmitem conhecimento disperso que o estado ignora. A baixa produtividade é sinal de que a ordem espontânea está bloqueada por intervenções. Libertar o mercado permitiria que os recursos fluíssem para onde criam mais valor.
7Cálculo económico (Economic calculation)Uso de preços de mercado para decidir investimentos; sem eles, cega.
É o processo de usar preços monetários para avaliar custos e benefícios. O artigo mostra que faltam investimentos produtivos, mas o estado não sabe onde alocar capital. Para um libertário, sem preços livres, o cálculo económico é impossível. A intervenção estatal distorce os preços e impede a comparação racional. Portugal sofre porque o estado decide em vez do mercado. O resultado é capital mal investido e produtividade estagnada.
8Impostos (Taxes)Confisco coercivo de rendimento; nunca voluntário.
São dinheiro tirado à força dos cidadãos para financiar o estado. O artigo refere a carga fiscal como entrave à produtividade. Para um libertário, impostos são roubo legalizado, independentemente do uso. Reduzem o retorno do trabalho e do capital, desincentivando a produção. O dinheiro que entra no pote estatal deixa de pertencer ao "contribuinte" e nunca volta. Cada euro confiscado é um euro que poderia ter sido investido produtivamente.
9Soberania individual (Individual sovereignty)Cada pessoa é autoridade final sobre a sua vida e propriedade.
É o princípio de que o indivíduo decide sobre si e os seus bens. O artigo assume que o estado deve "melhorar" a produtividade, ignorando as escolhas individuais. Para um libertário, ninguém sabe melhor do que o próprio o que lhe convém. O estado não tem conhecimento superior para dirigir a economia. Respeitar a soberania individual significa deixar as pessoas trabalhar, poupar e investir livremente. Só assim a produtividade pode crescer de forma sustentada.
10Mercado livre (Free market)Troca voluntária sem coerção estatal; gera prosperidade.
É o sistema de trocas voluntárias baseado em propriedade privada e contratos. O artigo mostra que Portugal está pior que a UE, mas a solução não é mais estado. Para um libertário, o mercado livre coordena as preferências de milhões sem planeamento central. A baixa produtividade é consequência de mercados bloqueados por regulação e impostos. Libertar o mercado permitiria que os recursos fossem usados onde criam mais valor. O estado falha outra vez; o mercado é a resposta.
Informações
em 19 de junho de 2026
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