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Montenegro impõe fundo soberano: mais estado, menos mercado
SitePropaganda estatal· Expresso· Eunice Lourenço, Liliana Valente, Hélio Carvalho

Montenegro impõe fundo soberano: mais estado, menos mercado

O Expresso, megafone do aparelho mediático dependente do estado, publica e amplifica o discurso de encerramento do congresso do PSD, vendendo como "anúncios" aquilo que é uma lista de promessas de mais intervenção estatal. O artigo normaliza a ideia de que o governo deve gerir sectores estratégicos, criar fundos para catástrofes e reformar o arrendamento, tudo embrulhado em linguagem de "eficiência" e "modernização". Na realidade, o que o texto omite é que cada uma destas "medidas" representa mais poder político sobre a economia, mais impostos e mais regulação, nunca uma redução da máquina coerciva que estrangula a liberdade dos cidadãos.

Fonte de propaganda estatal

Conteúdo difundido por uma fonte financiada, protegida ou condicionada pelo estado, usado para normalizar coerção, burocracia e dependência política.

Framing positivo - O artigo embrulha cada anúncio como solução inevitável e benéfica, usando frases como “instrumento de autonomia e intervenção do estado em setores estratégicos” para o fundo soberano, sem questionar os custos ou a coerção envolvida.
Omissão seletiva - A peça omite sistematicamente qualquer crítica ou alternativa de mercado, como quando descreve a concessão da Linha de Cascais como “aumentar a oferta, a qualidade do serviço e a eficiência do sistema, sempre com a CP no centro da estratégia”, ignorando o monopólio estatal que permanece.
Apelo à autoridade externa - O artigo normaliza a intervenção estatal ao citar “recomendações específicas da Comissão Europeia” para justificar a reforma da justiça fiscal, tratando a burocracia supranacional como fonte de legitimidade inquestionável.

Análise Libertária

O Expresso amplifica o discurso de encerramento do Congresso do PSD como se fosse um programa de governo coerente, quando na verdade é uma lista de promessas de mais intervenção estatal. Luís Montenegro apresentou nove anúncios que, sob a retórica da modernização, escondem o mesmo padrão: o estado a querer controlar mais recursos, mais sectores e mais decisões. Cada uma destas medidas representa um passo em direção ao aumento do poder político sobre a vida dos cidadãos. O primeiro-ministro vende intervencionismo como solução, mas o mercado livre resolveria estes problemas sem confiscar liberdades.

O fundo soberano nacional é apresentado como “instrumento de autonomia e intervenção do estado em setores estratégicos”, o que significa que o governo quer gerir participações em energia, banca e infraestruturas com dinheiro dos contribuintes. Este fundo congrega participações já detidas pelo estado e outras com “retorno financeiro”, mas o retorno real é sempre menor do que o obtido por investidores privados. Montenegro não explicou como o fundo será financiado, porque a resposta é simples: mais impostos ou mais dívida pública. A Parpública já existe para gerir ativos estatais; criar outro fundo é duplicar a burocracia e o poder discricionário dos políticos.

O fundo para catástrofes naturais e risco sísmico é outra promessa de gastar dinheiro dos contribuintes para cobrir riscos que o mercado de seguros privados poderia gerir. O governo diz que “não podemos continuar a correr atrás dos prejuízos”, mas a solução não é criar mais um fundo estatal, é permitir que as pessoas se protejam voluntariamente. Quando o estado subsidia seguros, distorce os preços e incentiva a construção em zonas de risco, agravando os prejuízos futuros. A incerteza faz parte da vida; o mercado coordena melhor a gestão de riscos do que qualquer burocracia centralizada.

A concessão a privados da Linha de Cascais é apresentada como abertura ao mercado, mas o modelo mantém a CP “no centro da estratégia”, ou seja, o estado continua a controlar a ferrovia. Subconcessões com o estado no comando não são mercado livre; são monopólios regulados que transferem lucros para privados sem eliminar a ineficiência pública. O objetivo devia ser privatizar toda a rede ferroviária, permitindo concorrência real e preços determinados pela procura. Enquanto o estado for dono dos carris, a qualidade do serviço continuará refém de decisões políticas e não das preferências dos passageiros.

A reforma na justiça administrativa e fiscal promete acelerar processos para “empresas e cidadãos não enfrentem demoras intermináveis”, mas a causa das demoras é o próprio estado. O sistema judicial está entupido porque o estado cria milhares de leis, regulamentos e litígios fiscais que sobrecarregam os tribunais. A solução não é reformar a justiça, é reduzir o tamanho do estado e simplificar o código fiscal. Enquanto houver centenas de taxas, impostos e licenças, os tribunais continuarão a ser um pesadelo para quem ousa discordar do fisco.

As mudanças na avaliação da função pública e a reforma orgânica do ministério da Saúde são exercícios de cosmética burocrática. Prometer “valorização do mérito” na administração pública é contraditório: o mérito não floresce onde não há concorrência nem propriedade dos resultados. Enquanto os funcionários públicos tiverem estabilidade garantida e salários fixados por decreto, qualquer sistema de avaliação será manipulado politicamente. A saúde precisa de concorrência real entre prestadores, não de mais uma reforma orgânica que reorganiza cadeiras no ministério.

A reforma do arrendamento promete “colocar todas as casas disponíveis no mercado”, mas o problema é que o estado criou a escassez com controlo de rendas e leis protecionistas. Montenegro diz que quer “equilíbrio entre proprietários e inquilinos”, mas equilíbrio significa liberdade contratual sem interferência estatal. Enquanto existirem limites ao aumento de rendas e prazos mínimos obrigatórios, a oferta continuará artificialmente baixa. A única reforma que funciona é eliminar todas as restrições ao arrendamento e deixar o mercado encontrar o preço justo.

O modelo de inteligência artificial “Amália”, prometido para julho, é mais um projeto estatal que gasta milhões dos contribuintes para criar uma ferramenta que o mercado já oferece. Montenegro diz que vai “auxiliar e poupar tempo aos professores” e “apoiar operações nas Forças Armadas”, mas isso é dinheiro que podia ficar no bolso dos cidadãos. O estado não tem competência para desenvolver tecnologia; o seu papel devia ser remover barreiras à inovação privada. A festa dos 900 anos de Portugal, a apresentar em Guimarães, é pura propaganda nacionalista para desviar a atenção dos problemas reais.

No final, todos estes anúncios servem o mesmo propósito: expandir o poder do estado sobre a economia e a vida dos portugueses. O PSD apresenta-se como alternativa ao PS, mas o seu programa é mais do mesmo: fundos, reformas, concessões e burocracia. O mercado livre, a propriedade privada e a liberdade contratual continuam a ser ignorados em favor de soluções políticas que nunca resolvem nada. Enquanto os partidos competirem para ver quem controla mais recursos, os cidadãos continuarão a pagar a factura.

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  • O "contribuinte" que paga sem perguntar - vai perceber como Montenegro vende fundo soberano como solução: mais estado, menos mercado mostra a distância entre promessas oficiais de Expresso e o custo real imposto a quem trabalha e poupa. Também verá quem fica sem alternativa quando o estado transforma um serviço essencial num privilégio administrativo.
  • O cidadão que confia em soluções obrigatórias - precisa de ver como Montenegro vende fundo soberano como solução: mais estado, menos mercado transforma linguagem técnica em pressão política, apresentando controlo como cuidado público. A leitura ajuda a perceber porque preços, concorrência e responsabilidade revelam problemas que diplomas e decretos escondem.
  • O eleitor que ainda acredita em neutralidade estatal - deve ler Montenegro vende fundo soberano como solução: mais estado, menos mercado para reconhecer como burocracias e narrativas públicas podem alinhar-se contra responsabilidade pessoal, propriedade e escolha livre. É um aviso sobre a conta concreta que chega a quem não pode abandonar o monopólio.

  1. 1Fundo soberano (Sovereign wealth fund)Pote estatal para intervir na economia.

    É um fundo gerido pelo estado para investir em empresas e setores. Neste artigo, Montenegro anuncia um fundo para o estado ter participações em energia, banca e infraestruturas. Isto é mais estado a controlar a economia, não menos. O dinheiro vem de impostos, ou seja, roubado aos cidadãos. Um fundo assim dá ao governo poder para favorecer amigos e punir inimigos. No mercado livre, os investimentos são decididos por quem arrisca o seu próprio dinheiro, não por políticos.

  2. 2Intervenção estatal (State intervention)estado a meter o nariz na economia.

    É quando o estado interfere nas decisões económicas, em vez de deixar o mercado funcionar. O artigo mostra várias intervenções: fundo soberano, subconcessões, reformas na justiça, na saúde, no arrendamento. Cada intervenção distorce os preços e os incentivos. Os políticos decidem o que é "estratégico", mas não têm conhecimento para isso. O resultado é sempre desperdício e menos liberdade para os cidadãos.

  3. 3Privatização (Privatization)Vender empresas do estado a privados.

    É a transferência de empresas ou serviços do estado para o setor privado. No artigo, Montenegro anuncia a subconcessão da Linha de Cascais a privados. Mas atenção: privatização a sério é vender e deixar o mercado funcionar. Aqui, o estado mantém a CP no centro e controla as regras. Isto é mais uma jogada de propaganda do que uma verdadeira privatização. Privatização real devolve recursos aos cidadãos e melhora a eficiência.

  4. 4Subconcessão (Subconcession)estado entrega serviço a privado, mas manda.

    É um contrato em que o estado permite a uma empresa privada explorar um serviço, mas mantém o controlo. No artigo, a Linha de Cascais vai ser subconcessionada, com a CP "no centro da estratégia". Isto não é mercado livre, é o estado a usar empresas privadas como seus agentes. Os privados ficam sujeitos a regras e caprichos políticos. Uma verdadeira privatização acabava com o monopólio estatal e deixava os consumidores escolher.

  5. 5Regulação (Regulation)Regras do estado que limitam o mercado.

    São leis e regras impostas pelo estado que limitam o que as pessoas e empresas podem fazer. O artigo fala de reformas na justiça administrativa e fiscal, que é regulação sobre regulação. Cada regra nova cria custos e entraves. No mercado livre, as pessoas resolvem conflitos por contratos e tribunais privados. Regulação só serve para proteger os que estão no poder e dificultar a vida aos que querem entrar.

  6. 6Incentivos (Incentives)O que leva as pessoas a agir.

    São os fatores que motivam as pessoas a agir de certa forma. No artigo, Montenegro quer "incentivos ao desempenho" na função pública. Mas incentivos criados pelo estado são sempre distorcidos. No mercado, os incentivos vêm dos lucros e perdas, que sinalizam o que os consumidores querem. No estado, os incentivos vêm de políticos e burocratas, que não arriscam o seu próprio dinheiro. Por isso, os incentivos estatais falham.

  7. 7Mérito (Merit)Valorização de quem trabalha bem.

    É a ideia de recompensar quem faz bem o seu trabalho. Montenegro fala em "valorização do mérito" na função pública. Mas no estado, o mérito é decidido por superiores hierárquicos, não pelo mercado. No mercado, o mérito é medido pelos clientes, que pagam por bons serviços. No estado, não há essa ligação. Por isso, o mérito no setor público é sempre subjetivo e sujeito a favoritismo.

  8. 8Arrendamento (Renting)Contrato entre senhorio e inquilino.

    É o contrato em que uma pessoa cede o uso de uma casa a outra, mediante pagamento. Montenegro promete reformar o arrendamento para "colocar todas as casas no mercado". Mas o problema é a regulação existente, como as rendas congeladas e as leis de proteção ao inquilino. Essas leis desincentivam os senhorios a arrendar. A solução libertária é acabar com essas regras e deixar os contratos serem livres.

  9. 9Inteligência artificial (Artificial intelligence)Máquinas que imitam a inteligência humana.

    É a tecnologia que permite às máquinas aprender e tomar decisões. Montenegro anuncia um modelo de IA em português, "Amália", para ser usado em escolas e nas Forças Armadas. Isto é o estado a meter-se na tecnologia. No mercado livre, as empresas desenvolvem IA para satisfazer os consumidores. O estado só vai gastar dinheiro dos impostos e criar uma ferramenta que ninguém pediu. A inovação vem do mercado, não do estado.

  10. 10Nacionalismo (Nationalism)Exaltação da nação e do estado.

    É a ideologia que põe a nação acima do indivíduo. Montenegro quer festejar os "900 anos de Portugal", com uma data polémica. Isto é propaganda para criar união em volta do estado. O nacionalismo serve para justificar impostos, guerras e controlo. No libertarismo, o que importa é o indivíduo, não a nação. As pessoas devem cooperar voluntariamente, não por pertencerem a um território.