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Os bandidos acertaram contas entre eles, de forma "limpa"!
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Os bandidos acertaram contas entre eles, de forma "limpa"!

Resumo

A classe política resolveu disputas internas sem qualquer custo para quem realmente paga as contas — o contribuinte. Este tipo de arranjo entre elites governantes revela como o estado funciona como clube fechado, onde os conflitos se resolvem sem responsabilização real perante quem sustenta o sistema através de impostos obrigatórios.

O verdadeiro problema não é como os políticos se entendem entre si, mas sim o facto de o estado deter o monopólio da coerção para extrair recursos dos cidadãos. Enquanto o poder centralizado permitir que poucos decidam sobre a vida e o bolso de muitos, estes "acertos de contas" continuarão a acontecer às custas da liberdade individual e da propriedade privada.

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  • Contribuintes portugueses - vão perceber que as contas públicas são ajustadas às custas do seu bolso, enquanto o estado protege os seus
  • Eleitores desiludidos com a classe política - vão reconhecer o cinismo de quem governa para servir interesses próprios, não o cidadão comum
  • Jovens trabalhadores do setor privado - vão entender que o sistema favorece sempre os mesmos, enquanto quem produz riqueza paga a festa

Eufemismo Institucional - O estado e os meios de comunicação classificam acordos obscuros entre elites políticas como processos "limpos" ou "institucionais", usando linguagem positiva para camuflar conluios que excluem os cidadãos do escrutínio democrático.
Falsa Transparência - O poder político apresenta resoluções internas entre facções como resultado de mecanismos normais e saudáveis, quando na realidade são negociações fechadas entre privilegiados que protegem interesses próprios à custa dos contribuintes.
Normalização da Corrupção - Ao rotular conluios entre figuras do establishment como "acerto de contas limpo", o sistema político e os meios de comunicação habituam a população a aceitar como legítimo aquilo que seria criminoso se praticado por cidadãos comuns.

  1. 1Classe políticaGrupo que vive do estado sem produzir nada útil.

    São políticos e nomeados que recebem salários pagos pelos contribuintes. A publicação chama-lhes "bandidos" porque vivem do dinheiro alheio. Em Portugal, um deputado ganha cerca de 3200€ mensais, mais regalias.

  2. 2Parasitismo estatalO estado alimenta-se do trabalho dos outros.

    O estado não cria riqueza, apenas a transfere de quem trabalha para quem manda. A frase mostra a classe política a repartir benefícios entre si. Um deputado que se reforma aos 50 anos é um exemplo disto.

  3. 3Rent-seekingLucrar através de influência política, não de trabalho.

    Consiste em obter vantagens do estado em vez de competir no mercado. Os "bandidos" do texto fazem exatamente isto entre eles. Empresários que obtêm contratos públicos sem concurso são um caso típico.

  4. 4estadoOrganização que impõe regras pela força.

    É a entidade que cobra impostos e obriga ao seu cumprimento sob ameaça. A publicação revela o estado como um clube de interesses privados. Para os libertários, o estado é a maior ameaça à liberdade individual.

  5. 5ImpostoDinheiro retirado aos trabalhadores sem consentimento.

    O estado exige uma parte do salário de cada um, com ou sem acordo. Os políticos referidos no texto vivem destes fundos. Um trabalhador português perde cerca de 45% do rendimento em impostos e taxas.

  6. 6PrivilégioVantagem dada pelo poder a grupos favorecidos.

    Regras especiais que beneficiam uns em prejuízo de outros. A ironia do texto revela privilégios partilhados entre a elite. Licenças exclusivas e subsídios a setores protegidos são exemplos comuns.

  7. 7Captura regulamentarRegras feitas para proteger quem já está instalado.

    Empresas com ligações ao poder conseguem leis que impedem concorrência. A "limpeza" mencionada é um acordo entre eles contra os de fora. Bancos grandes apoiam regras que encarecem a entrada de novos concorrentes.

  8. 8Escolha públicaTeoria que vê políticos como pessoas com interesse próprio.

    Os políticos não são altruístas, agem pelo próprio benefício como qualquer pessoa. O texto ilustra isto com os "bandidos" a dividir o butim. Um deputado vota conforme o que o ajuda a manter o cargo.