
MAL à procura de uma sinecura em Bruxelas
Resumo
A proposta de um Cartão Europeu de Vacinação representa mais uma ferramenta de centralização burocrática que permite a funcionários de Bruxelas registar e classificar cidadãos com base no seu estatuto sanitário. O precedente foi estabelecido durante a pandemia, quando certificados apresentados como temporários e inofensivos se transformaram em instrumentos de segregação que impediram pessoas de trabalhar, circular e exercer direitos básicos.
A verdadeira liberdade exige limites rigorosos ao poder estatal, especialmente quando este pretende controlar o corpo, a circulação e as escolhas individuais dos cidadãos. Instrumentos administrativos deste tipo não se avaliam pelo que fazem hoje, mas pelo poder de coerção que concentram para o futuro — e confiar que governos se autolimitarão voluntariamente é ignorar a lição fundamental dos últimos anos.
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- O eleitor da Iniciativa Liberal - precisa de saber que o partido não cumpre a sua função de contrapeso ao poder e se torna correia de transmissão do establishment europeu
- O cético em relação ao Cartão de Vacinação - vai encontrar argumentos sólidos sobre como instrumentos aparentemente inofensivos se transformam em mecanismos de controlo e segregaçã
- O defensor da liberdade individual - vai perceber que pensamento libertário é defender limites ao poder, não repetir a linguagem institucional disfarçada de "pró-ciência"
1SinecuraCargo bem pago que não exige trabalho real.
É um emprego que dá ordenado sem exigir esforço. No artigo, sugere que o deputado quer um lugar confortável em Bruxelas. Origina-se do latim "sem cura", ou seja, sem obrigações pastorais.
2Direitos naturaisDireitos que tens só por seres humano.
São direitos que não dependem de leis ou governos para existir. O artigo mostra como foram suspensos durante a pandemia com base em estatutos sanitários. A Declaração de Independência americana cita vida, liberdade e procura da felicidade.
3Limite ao poderBarreiras ao que governos podem fazer.
O liberalismo defende que o estado deve ter fronteiras claras e não se pode expandir indefinidamente. O artigo critica quem confia que o poder se limita sozinho. Lord Acton avisou: o poder tende a corromper.
4SegregaçãoSeparação forçada entre grupos de pessoas.
É dividir cidadãos baseada em critérios impostos pelas autoridades. Durante a pandemia, quem não tinha certificado ficava impedido de entrar em cafés ou ginásios. O apartheid na África do Sul é o exemplo histórico mais conhecido.
5CentralizaçãoConcentrar decisões numa autoridade única.
É quando Bruxelas decide por todos os países membros em vez de deixar cada um governar-se. O cartão europeu de vacinação é exemplo: um registo único controlado de cima. Economistas austríacos avisam que isto destrói informação local.
6AutodeterminaçãoDireito de decidir sobre a própria vida.
É a base da liberdade individual: cada pessoa é dona de si. O artigo critica quem defende isto para algumas questões mas nega para outras, como vacinas. Ludwig von Mises defendia que sem isto não há sociedade livre.
7GlobalismoTransferir poder para organismos internacionais.
É a ideia de que decisões devem ser tomadas globalmente em vez de localmente. O artigo acusa certos políticos de serem cúmplices disto. O Fórum Económico Mundial é exemplo de quem promove esta visão.
8Correia de transmissãoQuem transmite ordens do poder para o povo.
É quando um partido deixa de fiscalizar o governo e passa a servir o sistema. O artigo diz que a Iniciativa Liberal abandonou o papel de oposição para obedecer. Em vez de travar excessos, legitima-os.
Informações
em 2 de março de 2026
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