

O Estado "concede": a linguagem orwelliana dos combustíveis
Resumo
A receita fiscal com o ISP atingiu um valor recorde de mais de 3,7 mil milhões de euros em 2025, enquanto a comunicação social apresenta reduções temporárias de impostos como "apoios" concedidos pelo estado. Esta narrativa oculta que cerca de 62% do preço da gasolina e 52% do gasóleo correspondem a impostos, sendo os consumidores portugueses obrigados a pagar duas vezes ao estado: primeiro o ISP e depois o IVA sobre esse mesmo imposto.
A linguagem orwelliana que apresenta como generosidade estatal aquilo que é, na realidade, uma mera redução temporária da coerção fiscal revela o verdadeiro cariz do sistema: o estado arrebata mais de metade do valor pago em cada litro e depois reclama mérito por "devolver" alguns cêntimos. A liberdade económica dos cidadãos é assim esmagada por uma carga fiscal estrutural que penaliza quem precisa de se deslocar para trabalhar e viver, enquanto o discurso oficial distorce a realidade para manter a ilusão de benevolência governamental.
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- O trabalhador que se desloca de carro todos os dias — vai finalmente entender por que é que encher o depósito custa cada vez mais, mesmo quando o preço do petróleo cai a nível internacional
- O dono de uma pequena empresa de transportes ou entregas — vai perceber que o seu verdadeiro concorrente não é outra empresa, mas sim o estado, que fica com mais de metade do preço de cada litro
- O jovem que está a fazer as contas ao orçamento mensal — vai descobrir como a "generosidade" de 3 cêntimos de desconto temporário é uma farsa linguística para disfarçar a extracção fiscal
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Informações
em 10 de março de 2026
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