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governo garante que não vai “ganhar com a guerra” no imposto sobre os combustíveis
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governo garante que não vai “ganhar com a guerra” no imposto sobre os combustíveis

O ECO, órgão de comunicação social especializado em economia que recebe financiamento do estado, publica uma peça sobre as "garantias" do governo relativamente aos impostos sobre combustíveis em tempo de guerra. O ministro da Economia, Castro Almeida, assegura que o executivo não vai "ganhar com a guerra" e promete "devolver" parte da receita fiscal quando os preços ultrapassarem certos limiares. O ângulo é claro: apresentar o estado como um guardião benevolente que protege os cidadãos da volatilidade dos mercados, em vez de reconhecer que a carga fiscal portuguesa sobre os combustíveis já é das mais elevadas da Europa. Na realidade, o artigo omite que o governo não está a "devolver" nada - apenas está a pilhar temporariamente um pouco menos, enquanto mantém uma estrutura fiscal que penaliza sistematicamente trabalho e consumo.

Fonte de propaganda estatal

Conteúdo difundido por uma fonte financiada, protegida ou condicionada pelo estado, usado para normalizar coerção, burocracia e dependência política.

Falsa Benevolência - O ministro apresenta como favor o que é mera contenção temporária da pilhagem, sugerindo que o estado é magnânimo por não "ganhar com a guerra", quando na realidade os 140 mil milhões de euros subtraídos anualmente provam que o estado nunca perde: "o governo não quer [ganhar com a guerra], por isso vai devolver o imposto que receberia a mais do IVA sobre a gasolina."
Eufemismo - Termos como "apoio", "garantir" e "devolver" mascaram a natureza coerciva do sistema fiscal, criando a ilusão de benevolência quando o estado apenas reduz momentaneamente a taxa de roubo: "o acréscimo de preço é absolutamente anormal" e "é por isso que o governo está a 'devolver a parte do imposto a mais'."
Desvio de Responsabilidade - Toda a narrativa foca-se em factores externos - guerra, Estreito de Ormuz, cotações do Brent - para esconder que a carga fiscal portuguesa sobre combustíveis já era das mais pesadas da Europa muito antes de qualquer conflito: "A duração da guerra vai ser o elemento-chave para determinar os seus impactos."

Análise Libertária

O ministro Castro Almeida garante que o governo não vai "ganhar com a guerra" no imposto sobre os combustíveis, como se o estado alguma vez perdesse alguma coisa. Um estado que confisca anualmente cerca de 140 mil milhões de euros aos contribuintes não precisa de guerras para enriquecer às custas dos cidadãos. A afirmação revela o cinismo habitual da classe política, que apresenta como generosidade aquilo que é mera restituição parcial de um confisco permanente. Enquanto os preços disparam, o governo mantém a estrutura fiscal predatória que torna Portugal um dos países com maior tributação sobre a energia na Europa. A imprensa estatal, convenientemente financiada pelo próprio estado, repete a narrativa sem nunca questionar o fundo do problema. Não há ainda efeitos estruturais na economia, diz o ministro, ignorando que o efeito estrutural é o próprio estado.

O mecanismo de "devolução" anunciado pelo governo é uma farsa contabilística que pretende disfarçar a realidade do confisco fiscal. Quando o preço da gasolina sobe mais de 10 cêntimos, o governo diz que vai "devolver" via ISP o imposto arrecadado a mais através do IVA. Devolver aquilo que foi confiscado não é generosidade, é restituição parcial de um roubo que nunca deveria ter existido. O IVA sobre combustíveis é um imposto em cascata que penaliza todas as etapas da cadeia económica, desde a produção até ao consumidor final. O ISP, por sua vez, é um tributo adicional que onera artificialmente o preço da energia sem qualquer justificação além da sede arrebatadora do estado por receitas. A combinação destes dois impostos representa mais de 60% do preço final pago pelos portugueses nas bombas.

A regra está definida, afirma Castro Almeida, como se regras definidas por burocratas tivessem qualquer legitimidade sobre a propriedade alheia. O ministro explica que quanto mais cara for a gasolina, maior é a receita de imposto e que isto significaria que o governo estaria a ganhar com a guerra. O estado ganha sempre, porque o estado não produz riqueza, apenas a redistribui-a depois de a ter confiscado aos que trabalham. A guerra no Médio Oriente é apenas o pretexto mais recente para justificar preços artificialmente inflacionados por décadas de intervenção estatal. A classe política portuguesa comporta-se como se o dinheiro dos cidadãos lhe pertencesse por direito divino, e qualquer "desconto" é apresentado como uma concessão graciosa. O facto de o governo ter de criar uma regra para "não ganhar com a guerra" demonstra que a estrutura fiscal está desenhada para maximizar o confisco em qualquer circunstância.

Os preços do petróleo Brent subiram para 98,03 dólares por barril e até superaram os 100 dólares em algumas cotações. A volatilidade dos mercados energéticos é exacerbada pela intervenção estatal e pelas políticas monetárias expansionistas dos bancos centrais. O estreito de Ormuz, por onde passa grande parte do petróleo mundial, está bloqueado devido às tensões geopolíticas entre o Irão e potências ocidentais. A Agência Internacional de Energia prevê um colapso na oferta de 8 milhões de barris por dia, o que representaria a maior interrupção de fornecimento da história. No entanto, o mercado livre possui mecanismos de ajustamento que os burocratas ignoram sistematicamente nas suas análises. Preços mais elevados sinalizariam escassez e incentivariam tanto a eficiência no consumo como a procura de alternativas, sem necessidade de intervenção governamental.

Frank Walbaum, analista na Naga, refere que as perturbações nas infraestruturas energéticas regionais e nas rotas de navegação reforçaram os receios de que a oferta de crude possa permanecer restrita. Estes analistas nunca questionam o papel dos bancos centrais na criação de inflação, atribuindo toda a culpa a factores externos como guerras ou desastres naturais. A narrativa conveniente de que os preços sobem apenas devido a factores exógenos serve perfeitamente os interesses da classe política. O estado pode assim apresentar-se como salvador, intervindo com medidas "temporárias" que se tornam permanentes. A imprensa estatal, como o ECO, actua como caixa de ressonância desta narrativa, sem nunca questionar as causas profundas da perda de poder de compra. A inflação é sempre e em todo o lado um fenómeno monetário, resultado da expansão da oferta de dinheiro pelos bancos centrais.

Castro Almeida reconhece que o acréscimo de preço é absolutamente anormal e por isso o governo está a "devolver a parte do imposto a mais". Não existe qualquer anormalidade no funcionamento do mercado quando preços sobem devido a restrições de oferta - a anormalidade está na intervenção estatal que distorce os sinais de preço. O ministro diz que tudo depende do tempo que a guerra durar e que se a guerra acabar em dois, três dias, tudo voltará à normalidade rapidamente. Esta abordagem revela a mentalidade centralizadora que acredita que o estado pode gerir a economia como se fosse uma empresa. A "normalidade" para o governo é a situação em que o estado continua a confiscar a mesma percentagem da riqueza produzida pelos cidadãos. Qualquer desvio desta norma é visto como uma anomalia que requer intervenção corretiva.

A ideia de que não haverá danos estruturais no país se a guerra durar pouco tempo é uma falácia que ignora os danos estruturais já existentes. Os danos estruturais são os impostos elevados, a regulação asfixiante, a incerteza jurídica e a falta de liberdade económica que caracterizam a economia portuguesa há décadas. O governo comporta-se como se a estrutura económica fosse saudável e apenas perturbada por eventos externos, quando na realidade a própria estrutura é o problema. Um país que confisca mais de um terço do PIB em impostos não precisa de guerras para ter problemas económicos. A classe política usa as crises como pretexto para aumentar o controlo sobre a economia e justificar a sua própria existência. Enquanto isso, os cidadãos comuns continuam a pagar a factura através de preços inflacionados e poder de compra decrescente.

O ECO, como órgão de comunicação financiado pelo estado, limita-se a transmitir as declarações oficiais sem qualquer análise crítica sobre o verdadeiro impacto da tributação sobre os combustíveis. A imprensa subsidiada não pode ser independente quando depende do mesmo estado que deveria fiscalizar - é uma contradição evidente que nenhum jornalista questiona. O artigo cita múltiplas fontes oficiais e analistas alinhados com a narrativa estatal, mas não apresenta qualquer voz dissonante que defenda a liberdade económica. Os leitores ficam assim com uma visão distorcida da realidade, onde o estado é apresentado como benevolente guardião do interesse público. A única menção à liberdade de mercado ou redução de impostos está completamente ausente do discurso. A guerra no Médio Oriente servirá, como todas as crises, para justificar mais estado e menos liberdade.

A verdade inconveniente que nem o governo nem a imprensa estatal mencionam é que o estado português nunca perde dinheiro, porque não produz nada, apenas confisca. Enquanto os cidadãos sofrem com preços em ascensão, o estado continua a receber os seus salários, subsídios e regalias, financiados precisamente por esses mesmos cidadãos empobrecidos. A estrutura fiscal portuguesa está desenhada para maximizar a extração de riqueza, independentemente das condições económicas externas. As "medidas de apoio" são migalhas atiradas à população para manter a ilusão de um estado protector. A única solução real para os problemas energéticos portugueses seria a liberalização completa do mercado e a eliminação gradual de todos os impostos sobre energia. Mas isso exigiria que o estado abdicasse de poder e receitas - algo que a classe política nunca fará voluntariamente.

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  • O contribuinte que entrega metade do salário ao fisco - vai reconhecer a farsa de um estado que rouba 140 mil milhões por ano e depois faz pose de benfeitor ao "devolver" migalhas daquilo que primeiro extorquiu à força
  • O leitor que desconfia da chamada "imprensa de referência" - vai confirmar que certos órgãos funcionam como megafone do poder sem nunca questionar a natureza coerciva dos impostos ou o conflito de interesses
  • O trabalhador que precisa do carro para sobreviver - vai entender que os "apoios" e "descontos" são pão e circo para disfarçar que o estado embolsa mais de metade do preço de cada litro em impostos diretos e indiretos

  1. 1Coerção fiscalRoubo com ameaça de prisão, não é um contrato voluntário.

    O estado obriga todos a pagar impostos sob pena de multas e cadeia. O artigo mostra o governo a arrecadar mais IVA automaticamente quando os preços sobem, sem que ninguém peça. Como um ladrão que rouba mais quando tens mais dinheiro na carteira.

  2. 2Parasitismo estatalO estado vive do suor dos outros, nada produz.

    O governo diz que 'não quer ganhar com a guerra', mas continua a arrecadar 1 mil milhões em impostos sobre combustíveis. Nunca perde, só 'devolve' uma fração mínima e espera aplausos. Como o parasita que diz que está a ajudar o hospedeiro.

  3. 3Distorção de preçosImpostos escondem o verdadeiro valor das coisas.

    Mais de metade do preço da gasolina é imposto, não o custo real de produção. O consumidor não sabe quanto custa realmente nem pode decidir racionalmente. O mercado deixa de funcionar como um sistema natural e passa a obedecer a decisões políticas.

  4. 4Propaganda oficialNotícias que servem o poder, não a verdade.

    O ECO repete as promessas do governo sem questionar os 140 mil milhões que o estado rouba anualmente. Diz que o governo 'garante' e 'assegura' como se fossem palavras sagradas. Jornalismo que parece comunicado de gabinete ministerial.

  5. 5TaxaçãoTransferência à força do bolso do produtor para o político.

    IVA, ISP e dezenas de outros impostos retiram mais de 40% do rendimento dos portugueses. O artigo foca-se em cêntimos de 'devolução', enquanto ignora os milhões arrecadados diariamente. O clássico truque de deixar cair uma moeda enquanto se rouba a carteira toda.

  6. 6Sinal de preçosOs preços dizem onde escasseia e onde sobra.

    O preço do petróleo bruto subiu porque há menos petróleo a chegar ao mercado devido à guerra no Médio Oriente. O governo interferiu com impostos que escondem esta realidade dos consumidores. Sem preços verdadeiros, ninguém consegue planear investimentos nem poupar corretamente.

  7. 7Falsa caridade estatalDar o que foi roubado não é generosidade.

    O governo anuncia 'apoios' com dinheiro que não é dele; foi tirado aos contribuintes à força. Depois espera gratidão por 'devolver' uma fração do que arrecadou a mais com a subida de preços. Como o ladrão que devolve trocos e pede agradecimento.

  8. 8Crise como desculpaO estado adora emergências para expandir o poder.

    Guerra, pandemias, catástrofes são sempre oportunidades para mais controlo sobre a vida das pessoas. O ministro já fala em 'intervir' se a guerra durar mais semanas. Cada crise justifica medidas que depois nunca são removidas.

  9. 9Receita tributáriaO que o estado chama de 'arrecadação' é roubo organizado.

    O artigo revela que, quanto mais cara a gasolina, mais dinheiro entra nos cofres do governo pelo IVA. O ministro diz que vai 'devolver' o excesso, como se fosse um favor e não uma obrigação. O estado nunca perde, só dá pequenas migalhas para aplacar revoltas.

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