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Lagarde culpa cidadãos por má perceção da inflação
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Lagarde culpa cidadãos por má perceção da inflação

Análise Libertária

O Expresso apresentou declarações de Christine Lagarde, presidente do banco central europeu, culpabilizando os cidadãos da zona euro de percecionarem a inflação como sendo superior à "real". Luís Gomes mostra como a notícia adota este enquadramento sem questionar a evolução dos agregados monetários, a expansão histórica do balanço do BCE ou a cronologia objetiva da subida dos preços, omitindo dados estruturais essenciais em detrimento de uma análise crítica das causas económicas reais. O Expresso decidiu explicar-nos que os cidadãos da zona euro vivem num ligeiro estado de ilusão coletiva. Segundo Christine Lagarde, presidente do banco central europeu, a inflação não é aquilo que as pessoas pensam que é. Em média - e aqui entra o detalhe que eleva a coisa ao domínio quase clínico -, a perceção da inflação fica 1,2 pontos percentuais acima da inflação real. Não dois, não três, não uma vaga sensação difusa de desconforto económico. Não. Exatamente 1,2 pontos percentuais. A ciência monetária concluiu que os europeus são 1,2 pontos percentuais mais ignorantes do que deviam ser. É um número extraordinário! Não acusa o povo de estupidez total; apenas de um pequeno desvio estatístico face à verdade oficial. O problema não é que os preços subam mais depressa do que os salários, nem que o poder de compra tenha sido esmagado desde 2020. O problema é psicológico. As pessoas sentem demais. Observam demais. Recordam demais. Reparam mais nas subidas do que nas descidas; assim, criam um ruído que pode prejudicar a eficácia da política monetária!

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  • O trabalhador que vê o cabaz de compras disparar de preço mas ouve no noticiário que está tudo controlado - vai entender que o problema não é a sua perceção, é a impressora de dinheiro do BCE
  • O amigo que ainda confia na imprensa mainstream - e precisa de ver como os jornais ocultam dados essenciais para proteger a narrativa oficial sobre a inflação
  • O familiar que reclama dos salários estagnados - mas ainda não ligou isso à destruição sistemática do poder de compra causada pela expansão monetária desenfreada

Distorção da Realidade - O BCE e o Expresso negam a experiência vivida pelos cidadãos, afirmando que a inflação é uma "perceção" errada e não uma consequência objetiva da expansão monetária, fazendo as pessoas duvidarem da sua própria experiência de perda de poder de compra causada pela criação artificial de dinheiro.
Ocultação de Causas - Omitem-se deliberadamente a relação entre a expansão histórica do balanço do BCE, o aumento dos agregados monetários e a subida dos preços, escondendo que a inflação resulta sempre da emissão de moeda fiduciária sem lastro e nunca de "perceções" ou "psicologia" dos cidadãos.
Patologização da Crítica - Enquadra-se o descontentamento legítimo dos cidadãos como um problema "psicológico" ou "clínico", sugerindo que as pessoas "sentem demais" ou "recordam demais", em vez de reconhecer que a sua perceção reflete a destruição real do poder de compra provocada pelas políticas de banco central.

  1. 1InflaçãoAumento da quantidade de dinheiro em circulação, não das subidas de preços.

    Na visão austríaca, inflação é mesmo a criação de dinheiro novo pelos bancos centrais. O artigo mostra como o Expresso confunde inflação com subidas de preços, que é apenas a consequência. Quando o BCE criou triliões de euros desde 2020, isso foi inflação; os preços a subirem agora é o resultado inevitável.

  2. 2Banco centralInstituição que cria dinheiro do nada e destrói o valor da moeda.

    O Banco Central Europeu é quem decide quanto dinheiro existe na economia. O artigo critica como Christine Lagarde, em vez de assumir responsabilidade pela criação massiva de euros, culpa os cidadãos por 'perceberem mal' a inflação. O balanço do BCE cresceu de 4,6 para 8,8 biliões de euros entre 2019 e 2023.

  3. 3Política monetáriaIntervenção estatal no valor do dinheiro que nunca é neutra.

    São as decisões dos bancos centrais sobre juros e criação de dinheiro. O texto refere que esta 'eficácia da política monetária' pode ser prejudicada pela percepção dos cidadãos. Na realidade, é essa mesma política — com taxas de juro artificialmente baixas e impressão de dinheiro — que causa as subidas de preços.

  4. 4Poder de compraQuantidade de bens que o teu salário consegue adquirir.

    É o valor real do dinheiro no teu bolso. O artigo menciona que o poder de compra foi 'esmagado desde 2020', o que é verdade: quem poupou em euros perdeu cerca de 20% do valor real. Lagarde diz que o problema é psicológico, mas quando um carrinho de compras custa o dobro, não é ilusão.

  5. 5Expansão monetáriaCriação de dinheiro novo sem respaldo em produção real.

    É quando o banco central injeta mais moeda na economia. O texto critica a omissão da 'evolução dos agregados monetários', ou seja, quanto dinheiro foi criado. Na zona euro, a massa monetária M3 cresceu mais de 10% ao ano entre 2020 e 2022 — dinheiro novo que persegue os mesmos bens.

  6. 6Agregados monetáriosMedidas da quantidade de dinheiro que existe numa economia.

    São estatísticas como M1, M2, M3 que mostram quanto dinheiro circula. O artigo lamenta que o Expresso não questione estes dados. Se o jornal investigasse, veria que a explosão destes agregados — com criação de dinheiro em escala histórica — antecedeu as subidas de preços.

  7. 7Distorção de preçosAlteração artificial dos preços que confunde produtores e consumidores.

    Quando o banco central injeta dinheiro, os preços deixam de reflectir a realidade da oferta e procura. O artigo mostra como o Expresso aceita os números oficiais sem questionar que podem estar manipulados pela intervenção estatal. Preços falsos levam a decisões erradas de investimento e consumo.

  8. 8Moeda fiduciáriaDinheiro que vale apenas porque o governo obriga a aceitá-lo.

    É o euro, o dólar, qualquer moeda sem lastro em ouro ou outro bem real. O BCE pode criar euros ilimitadamente porque não há limite físico. Isto permite a inflação crónica que Lagarde agora tenta negar, culpando a 'psicologia' dos cidadãos em vez da falha do sistema monetário.

  9. 9Imposto inflacionárioForma oculta de o estado tirar dinheiro aos cidadãos via desvalorização.

    Quando o banco central cria dinheiro, cada euro que tens vale menos — é como um imposto invisível. O artigo mostra os cidadãos a sentir isso no bolso, enquanto a presidente do BCE diz que é 'percepção errada'. Na verdade, quem tem salários fixos ou poupanças em depósitos está a pagar este imposto silencioso todos os dias.