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Ovos sobem 30% e a inflação oficial fica em 2%?
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Ovos sobem 30% e a inflação oficial fica em 2%?

Análise Libertária

A Inflação Controlada da Cadastrada Christine Lagarde: 2% no Papel, 30% no Ovo! Percebe-se que vivemos num paraíso monetário. Christine Lagarde abre a boca - lá longe, em Frankfurt - e a realidade portuguesa deveria adequar-se, como um súbdito obediente. O ECO anuncia que os seguros de saúde vão subir 10%, a carne e o peixe 6%, enviar uma simples carta custará mais 6,2%. A inflação, porém, está controlada. É apenas 2%. Está escrito, logo é verdade, e se alguém ousa consultar o talão do supermercado, pior para o talão, não para o Banco Central.

Ovos sobem mais de 30%, mas isso não consta na liturgia, talvez porque certos números atentam contra a moral pública. O IMI, sempre discreto e pudico, eleva-se 7% (de 665 para 712,5 euros por metro quadrado), mas esse aumento não merece destaque na peça - não convém morder a mão que paga anúncios institucionais. Compreendam: Christine Lagarde diz que a inflação está controlada. Logo, está.

O transporte público, essa penitência obrigatória dos que não têm alternativa, obedece ao mesmo guião. Os autocarros sobem 2,7%, os eléctricos 3,1%, o bilhete Carris/Metro de 24 horas 3,6%, o Carris/Metro/CP idem, o bilhete Carris/Metro/Transtejo também. Quem quiser fazer a via-sacra completa, do autocarro ao Intercidades, passando pelo Alfa Pendular Porto-Lisboa, prepare o espírito: 3,2% no Alfa, 2,4% no Intercidades. Mas no fim, em coro, cantemos o refrão obrigatório: "A inflação está controlada, é apenas 2%." É quase uma oração de agradecimento - a realidade sofre, mas o número mágico permanece imaculado.

O problema não é económico: é psicológico. O português foi treinado para olhar para o boletim de imprensa do Banco Central e ignorar a mesa de jantar onde falta carne, os recibos do hospital que aumentam, ou o imposto municipal que cresce como uma erva daninha. O roubo perfeito é o que deixa a vítima convencida de que não há roubo nenhum. Porque o estado chama-lhe política monetária. Chama ao empobrecimento "estabilidade de preços". Tudo é uma questão de nome.

O Partido Libertário propõe o óbvio: liberdade para escolher moeda; acabar com o curso legal forçado do euro; e desmontar o truque jurídico que transforma um depósito bancário - bem fungível que deveria ser guardado - num contrato de mútuo, permitindo ao banco multiplicar dinheiro como quem estala os dedos. Enquanto este truque durar, o milagre continuará: o ovo sobe 30%, o IMI 7%, o bilhete sobe 3%, o seguro 10% - e o povo repete que a inflação está controlada porque uma cadastrada em Frankfurt assim o diz. Assim, cada ano que passa, o português paga mais para viver pior, mas com a alma tranquilizada pela estatística oficial.

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  • O trabalhador que olha para o talão do supermercado e não reconhece os números oficiais - vai finalmente entender que a inflação não é uma fatalidade, mas sim uma política deliberada de roubo silencioso através da expansão monetária.
  • O poupador frustrado que vê as suas economias derreterem apesar de fazer tudo "certinho" - vai perceber que o euro forçado e os bancos centrais são a causa do seu empobrecimento gradual, não a solução.
  • O jovem que desistiu de comprar casa e não sabe explicar porquê - vai descobrir que a culpa não é sua, mas sim do sistema monetário que artificialmente infla preços e destrói o poder de compra dos salários.

Distorção Estatística - O Banco Central Europeu e os media apresentam a inflação oficial de 2% enquanto ocultam os aumentos reais sentidos pelos cidadãos: ovos mais de 30%, seguros de saúde 10%, IMI 7%, transportes entre 2,7% e 3,6%, provando que o índice oficial é uma fabricação que exclui os bens essenciais.
Redefinição Eufemística - O estado transforma o empobrecimento sistemático da população em "estabilidade de preços" e o roubo através da expansão monetária em "política monetária", usando linguagem técnica para disfarçar a perda de poder de compra e fazer com que os cidadãos aceitem passivamente a erosão dos seus salários e poupanças.
Repetição de Mantra - A frase "a inflação está controlada" é repetida incessantemente como um dogma religioso pelas autoridades e pela imprensa, criando uma narrativa que exige fé cega em vez de verificação empírica, treinando o português a ignorar a evidência dos talões de compra e dos recibos que contradizem a estatística oficial.

  1. 1InflaçãoAumento da quantidade de dinheiro, não de preços.

    Na economia austríaca, inflação é criar dinheiro do nada — imprimir ou digitalmente. O texto mostra isso: Lagarde diz 2%, mas ovos subiram 30%. Os preços sobem como consequência de haver mais dinheiro a perseguir os mesmos bens.

  2. 2Banco CentralEntidade com privilégio exclusivo de criar dinheiro.

    O Banco Central Europeu, em Frankfurt, decide quanto dinheiro existe. Lagarde anuncia 2% de inflação como meta — mas é ela quem causa a inflação ao criar dinheiro. Ninguém mais tem este privilégio de fabricar dinheiro legalmente.

  3. 3Curso legalImposição estatal que obriga a aceitar determinada moeda.

    O estado força-nos a usar euros e proíbe outras moedas para pagamentos. O artigo defende acabar com isto — permitir que cada um escolha a moeda que quiser, sem ser obrigado a aceitar euros que perdem valor.

  4. 4Reserva fracionáriaBancos emprestam dinheiro que não têm.

    Quando depositas 100 euros, o banco pode emprestar 90 a outrem. Essa pessoa gasta, o dinheiro volta ao banco, que empresta novamente. O mesmo dinheiro é multiplicado várias vezes — o artigo chama-lhe 'multiplicar dinheiro como quem estala os dedos'.

  5. 5Contrato de mútuoDepósito bancário não é guarda — é empréstimo ao banco.

    Juridicamente, ao depositar dinheiro estás a emprestá-lo ao banco. Ele não guarda por ti — torna-se dono e pode fazer o que quiser. O texto critica este 'truque jurídico' que permite aos bancos multiplicar dinheiro.

  6. 6Estabilidade de preçosEufemismo para empobrecimento programado.

    O Banco Central diz que 2% de inflação é 'estabilidade'. Mas isso significa que os teus dinheiro perde metade do valor em 35 anos. O artigo ironiza: chamam ao empobrecimento 'estabilidade de preços' — questão de nome.

  7. 7Política monetáriaIntervenção estatal no dinheiro e no crédito.

    Lagarde em Frankfurt decide juros e quantidade de dinheiro. Isso afeta todos os preços da economia portuguesa — ovos, transportes, seguros. Nunca é neutro: uns perdem, outros ganham, sempre por decisão política.

  8. 8Liberdade de moedaDireito de escolher que moeda usar ou aceitar.

    Proposta do Partido Libertário: acabar com a obrigação de usar euros. Cada pessoa poderia usar gold, Bitcoin ou o que quisesse. Sem curso legal forçado, ninguém seria obrigado a aceitar uma moeda que desvaloriza.