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A cadastrada e não eleita Lagarde leva 700 mil euros ano!
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A cadastrada e não eleita Lagarde leva 700 mil euros ano!

Análise Libertária

A cadastrada e não eleita Lagarde leva 700 mil euros ano! Está no silêncio. Um silêncio pesado, cúmplice, transversal. A remuneração de Christine Lagarde, presidente do banco central europeu, expõe mais do que um privilégio pessoal: revela a arquitectura real do poder na Europa. Um poder não eleito, não escrutinado, juridicamente blindado e politicamente intocável. Fala-se em cerca de setecentos mil euros por ano. Mas o essencial fica sempre fora da conversa pública. Não há imposto nacional. Não há contribuições para a segurança social. Não há taxa patronal. O custo total coincide com o salário bruto. As deduções são internas, opacas, administradas pelo próprio sistema europeu. Não há recibo comparável. Não há taxa efectiva clara. Não há transparência material. Apenas números agregados, cuidadosamente esterilizados para consumo mediático. Se este esquema fosse usado por uma empresa cotada, seria denunciado como abuso. Mas aqui não é uma empresa. É o centro do monopólio monetário. O mesmo monopólio que exige transparência às empresas, disciplina orçamental aos Estados e sacrifícios permanentes às pessoas - enquanto se auto-exclui das regras que impõe. O mais revelador, porém, é o silêncio político. Todos os partidos ignoram isto. Da esquerda à direita, do progressismo à social-democracia, do "liberalismo" parlamentar ao conservadorismo decorativo. Ignoram porque sabem onde reside o poder real. Ignoram porque o estado moderno depende deste monopólio. Sem Banco Central, não há financiamento barato da despesa. Ou mesmo não haveria dinheiro para a financiar, isto é, a bancarrota. Sem Banco Central, não há compra de dívida pública. Sem banco central, não há pagamento de mordomias. O banco central europeu compra as obrigações emitidas pelos próprios Estados. Sustenta artificialmente a dívida pública. Neutraliza o risco. Permite défices permanentes. Em troca, garante ao poder político aquilo que mais deseja: tempo. Tempo comprado com inflação, desvalorização monetária e erosão silenciosa do poder de compra. Um imposto invisível, regressivo, não votado - aplicado por uma entidade que não devia existir. Este é o núcleo do regime. Não é democrático. Não é liberal. Não é sequer republicano. É um monopólio apresentado como inevitabilidade histórica, idolatrado nas academias. Um poder que decide o preço do dinheiro, a quantidade de crédito, o destino da poupança - sem mandato popular, sem concorrência, sem alternativa legal. É por isso que ninguém toca no assunto. Porque questionar este monopólio é questionar o próprio estado tal como hoje existe. O Partido Libertário propõe liberdade monetária, o fim do monopólio destes bandidos, o fim da sinecura da cadastrada Lagarde, o fim das leis de curso legal, a possibilidade de liquidar impostos em qualquer moeda e o tratamento do depósito de bens fungíveis como um verdadeiro depósito - mudando o Código Civil - e não como um contrato de mútuo que permite reservas fraccionárias pelos bancos. Tudo o resto é conversa. O poder está aqui. E enquanto este monopólio não for desmontado, nenhuma reforma é séria, nenhuma promessa é honesta e nenhuma democracia passa de encenação.

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  • O trabalhador que vê o salário a perder valor todos os meses - vai compreender por que motivo a inflação não é um fenómeno natural, mas sim um imposto invisível criado pela expansão monetária do Banco Central Europeu.
  • O contribuinte revoltado com privilégios da elite política - vai descobrir que Lagarde recebe 700 mil euros isentos de impostos e contribuições, enquanto ele paga até ao último cêntimo.
  • O eleitor desiludido com a política tradicional - vai perceber que a esquerda e a direita silenciam porque ambas dependem do monopólio monetário para financiar despesas públicas que levariam qualquer governo à bancarrota.

Conluio de Silêncio - O texto expõe como o sistema político e mediático mantém um silêncio cúmplice e transversal sobre os privilégios do BCE, com todos os partidos da esquerda à direita a ignorarem o assunto porque o estado moderno depende do monopólio monetário para financiar despesa e dívida pública.
Dupla Medida - O BCE exige transparência às empresas cotadas, disciplina orçamental aos Estados e sacrifícios aos cidadãos, mas auto-exclui-se das regras que impõe: Lagarde não paga imposto nacional, não contribui para a segurança social e as deduções são internas, opacas e administradas pelo próprio sistema europeu.
Falsa Inevitabilidade - O monopólio monetário é apresentado como uma inevitabilidade histórica e idolatrado nas academias, ocultando que existem alternativas concretas como a liberdade monetária, o fim das leis de curso legal e a possibilidade de liquidar impostos em qualquer moeda.

  1. 1Monopólio monetárioSó o estado pode emitir moeda, sem concorrência.

    O estado proíbe que qualquer pessoa crie moeda alternativa. O artigo mostra como o Banco Central Europeu tem o controlo exclusivo do euro. A Lagarde ganha 700 mil euros ano porque ninguém mais pode emitir essa moeda.

  2. 2InflaçãoAumento da quantidade de dinheiro, que faz perder valor.

    Não é preços a subir — é dinheiro a perder valor porque há mais dele em circulação. O BCE cria dinheiro novo para comprar dívida dos Estados. Isso faz com que os teus euros comprem menos coisas ao fim de alguns anos.

  3. 3Banco CentralInstituição que controla a moeda e o crédito.

    O BCE decide quanto dinheiro existe e a que preço o podem pedir emprestado. Ninguém elegeu a Lagarde, mas ela decide o valor do teu dinheiro. É o centro do poder real na Europa actual.

  4. 4Reservas fraccionáriasBancos emprestam dinheiro que não têm.

    Quando depositas 100 euros, o banco pode emprestar 90 desses euros a outra pessoa. O artigo diz que isto devia ser tratado como mútuo, não como depósito. O Partido Libertário quer acabar com esta prática.

  5. 5Liberdade monetáriaDireito de usar a moeda que quisermos.

    Cada pessoa deveria poder escolher em que moeda recebe, paga e poupa. O artigo propõe poder pagar impostos em qualquer moeda, não só euros. Bitcoin ou ouro seriam alternativas legais ao dinheiro estatal.

  6. 6Curso legalObrigação de aceitar uma moeda para pagar dívidas.

    A lei obriga-te a aceitar euros, mesmo que não confies neles. O artigo propõe acabar com esta obrigação. Se preferires ser pago em outra coisa, devias poder recusar euros.

  7. 7Poder de compraQuantidade de bens que o teu dinheiro consegue comprar.

    Quando o BCE cria mais euros, cada euro vale menos. O artigo chama a isto 'erosão silenciosa do poder de compra'. Um café que custava 30 cêntimos em 2002 hoje custa mais de 1 euro.

  8. 8SinecuraCargo bem pago com pouco ou nenhum trabalho real.

    Um emprego que dá muito dinheiro mas não exige prestação de contas. O artigo chama assim ao posto da Lagarde no BCE. Ela não foi eleita e ganha 700 mil euros ano sem pagar impostos normais.

  9. 9Dívida públicaDinheiro que o estado pede emprestado e promete devolver.

    Os Estados gastam mais do que arrecadam e pedem emprestado para cobrir a diferença. O BCE compra essa dívida para os Estados poderem continuar a gastar. Portugal deve mais de 250 mil milhões de euros.

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