
estado cria desvio de 12 mil milhões e Centeno pede mais impostos
A CNN Portugal amplifica, no seu espaço de comentário habitual, a narrativa de Mário Centeno - ex-governador do Banco de Portugal e ex-ministro das Finanças - que vende a inevitabilidade de aumentar impostos para corrigir um "desvio orçamental" de 12 mil milhões de euros. O artigo normaliza a ideia de que a carga fiscal, já em máximos históricos, é insuficiente e que o contribuinte deve pagar a factura dos desvios acumulados pelo estado e pelas regras de Bruxelas. Na realidade, o que a peça omite é que o próprio estado criou a despesa e o incumprimento, e agora apresenta o aumento de impostos como solução "exigente", tratando o cidadão como mera reserva financeira do regime.
Conteúdo difundido por uma fonte financiada, protegida ou condicionada pelo estado, usado para normalizar coerção, burocracia e dependência política.
Análise Libertária
A CNN Portugal amplifica mais um episódio de chantagem fiscal, servindo de megafone para Mário Centeno normalizar a ideia de que o contribuinte é a última reserva do estado. O antigo governador do Banco de Portugal publica o seu aviso sobre um desvio orçamental de 12 mil milhões de euros, mas a narrativa esconde a origem do problema. O estado português criou a dívida, acumulou despesa e agora apresenta o aumento de impostos como solução inevitável. A carga fiscal já está em máximos históricos, e o discurso oficial trata o cidadão como mero pagador de contas alheias.
Centeno afirma que Portugal é o país com o maior desvio orçamental da União Europeia, mas omite que esse desvio resulta de decisões políticas, não de fenómenos naturais. O governo gastou acima das regras de Bruxelas durante anos, acumulando compromissos que agora exigem correção. A verdade é que o estado não tem dinheiro próprio - todo o orçamento é dinheiro confiscado aos contribuintes. Quando o ex-ministro fala em incumprimento generalizado da regra da despesa, está a descrever a consequência lógica de um estado que gasta sem produzir riqueza.
O valor de 12 mil milhões de euros representa uma fração significativa do orçamento da saúde, como Centeno reconhece, mas a solução proposta é ainda mais confisco. O economista apresenta três alternativas: aumentar impostos, cortar despesa ou fazer ambos. Esta é uma falsa escolha, pois o aumento de impostos significa menos liberdade para quem trabalha e produz. O corte de despesa, se fosse real, atingiria os privilégios do estado, não os serviços essenciais. Mas o regime nunca corta a sua própria estrutura burocrática.
A carga fiscal máxima é apresentada como justificação para o excedente orçamental, como se fosse uma virtude. Centeno conclui que o equilíbrio foi atingido à custa de uma carga fiscal máxima, o que revela a verdadeira natureza do sistema. O estado português vive do confisco sistemático da riqueza alheia, e os tecnocratas celebram isso como sucesso de gestão. O contribuinte médio paga impostos sobre o trabalho, o consumo, a propriedade e a herança, enquanto o estado gasta em subsídios, empresas públicas e burocracia ineficiente.
A perspetiva de Bruxelas é tratada como autoridade inquestionável, mas as regras europeias são apenas mais um nível de coerção sobre os cidadãos. A Comissão Europeia impõe limites à despesa, mas nunca questiona a legitimidade dos impostos. O problema não é o desvio orçamental - é o próprio estado que gasta recursos que não criou. Quando Centeno diz que a conta tem de ficar a zero em 2028, está a exigir que os contribuintes paguem por décadas de má gestão política.
O Orçamento do estado para 2027 será um dos mais exigentes, segundo Centeno, porque não pode ser feito nas mesmas condições dos anteriores. Isto significa que o governo prepara mais impostos, mais taxas e mais burocracia para cumprir as metas de Bruxelas. O contribuinte é tratado como uma reserva financeira infinita, sempre disponível para tapar os buracos do estado. Nunca se pergunta por que razão o estado precisa de 12 mil milhões extra se já confisca uma percentagem recorde do PIB.
A inflação, que o Banco de Portugal ignora neste discurso, é também uma forma de confisco indireto. A expansão monetária do Banco Central Europeu desvaloriza o poder de compra dos salários e das poupanças, enquanto o estado cobra impostos sobre valores nominais inflacionados. Quarenta anos de monetarismo estatal são quarenta anos de empobrecimento silencioso dos cidadãos. O mercado livre, sem intervenção estatal, coordenaria as preferências de forma muito mais eficiente do que qualquer burocracia orçamental.
A única solução verdadeira seria cortar o estado ao mínimo necessário: eliminar subsídios políticos, privatizar empresas públicas, reduzir ministérios e acabar com a máquina fiscal asfixiante. Mas o regime nunca aceitará essa via, porque o poder depende do controlo do dinheiro dos outros. Enquanto a CNN Portugal amplificar tecnocratas como Centeno, o contribuinte continuará a ser tratado como gado fiscal, sempre disponível para pagar a factura de um estado que nunca aprende a viver dentro dos seus limites.
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- O pequeno empresário - vai perceber que o estado já o trata como caixa multibanco e que o aumento de impostos é a solução preferida de quem criou o desvio.
- O trabalhador por conta de outrem - descobre que o excedente orçamental foi pago com a carga fiscal máxima e que o próximo orçamento pode significar mais descontos para o mesmo serviço.
- O reformado com pensão baixa - fica a saber que o governo gastou mais do que devia e agora quer cobrar a factura a quem menos pode, em vez de cortar na despesa pública.
1Carga fiscal (Tax burden)Peso dos impostos sobre a economia.
A carga fiscal é o total de impostos cobrados pelo estado em relação ao PIB. No artigo, Centeno admite que está em máximos históricos e que o excedente orçamental só existe por causa dela. Para um libertário, isto mostra que o estado depende de roubo legalizado para se manter. Quanto maior a carga fiscal, menor a liberdade económica e a propriedade privada. O "contribuinte" perdeu esse dinheiro para sempre.
2Impostos (Taxes)Confisco forçado de propriedade privada.
Impostos são dinheiro retirado à força dos cidadãos sem consentimento. No artigo, Centeno propõe aumentá-los para corrigir um desvio criado pelo próprio estado. Isto é típico de um estado que gasta sem controlo e depois exige mais recursos. Para um libertário, impostos são roubo e violam o princípio da não-agressão. A solução não é mais impostos, mas cortar despesa e devolver liberdade.
3Desvio orçamental (Budget deviation)Diferença entre despesa real e o prometido.
O desvio orçamental é o incumprimento de metas de gastos. No artigo, atinge 12 mil milhões, segundo Centeno. Isto mostra que o estado não cumpre as suas próprias regras e gasta mais do que o permitido. Para um libertário, este desvio é uma falha do sistema político: não há responsabilização. O dinheiro que falta foi gasto em actividades que só o estado decide, sem consentimento dos "contribuintes".
4Excedente orçamental (Budget surplus)Saldo positivo nas contas do estado.
O excedente orçamental ocorre quando as receitas superam a despesa. No artigo, Centeno diz que o excedente actual é artificial: existe porque a carga fiscal está em máximos. Para um libertário, um excedente não é necessariamente bom se for obtido por impostos elevados. O dinheiro que era dos "contribuintes" nunca lhes é devolvido. O excedente só mostra que o estado roubou mais do que gastou.
5estado tributário (Tax state)estado que vive de impostos directos.
O estado tributário é um conceito de Schumpeter: um estado que centraliza a cobrança de impostos. O artigo exemplifica isso: a despesa pública cresce, e a solução apresentada é aumentar a tributação. Para um libertário, o estado tributário é uma máquina de extracção de riqueza. Quanto mais eficiente ele é a cobrar, menos liberdade sobra para os cidadãos. A alternativa é um estado limitado ou nenhum.
6Regras europeias (EU rules)Regras fiscais impostas por Bruxelas.
Regras europeias são limites orçamentais da UE que os estados devem seguir. No artigo, Portugal as está a incumprir. Para um libertário, estas regras são mais uma camada de coerção externa. Elas servem para disciplinar os estados, mas na prática levam a mais pressão fiscal. A verdadeira liberdade seria cada um gerir a sua vida sem interferência de Bruxelas ou do governo nacional.
7Corte de despesa (Spending cut)Redução de gastos do estado.
Cortar despesa pública é uma alternativa a aumentar impostos. Centeno admite-a, mas diz que não é fácil. Para um libertário, cortar despesa é sempre preferível a subir impostos, porque o estado é ineficiente e gasta mal. No entanto, o artigo mostra que o estado prefere roubar mais a reduzir o seu tamanho. Um verdadeiro corte de despesa devolveria recursos ao sector privado.
8Inflação (Inflation)Aumento da oferta monetária que rouba poder de compra.
Inflação, na perspectiva austríaca, é a expansão monetária que desvaloriza a moeda. Embora o artigo não a mencione, é ela que permite ao estado financiar desvios sem aumentar impostos directamente. No entanto, como imposto oculto, corrói o valor do dinheiro dos portugueses. Para um libertário, a inflação é uma violação do direito à propriedade. A solução é a disciplina monetária voluntária, como a concorrência de moedas.
9Ciclo político orçamental (Political budget cycle)Uso de despesa para ganhar votos.
O ciclo político orçamental é a manipulação dos gastos públicos antes de eleições. No artigo, o desvio acumulado até 2028 sugere que o estado adia correcções para não perder popularidade. Para um libertário, isto revela que o governo gasta o dinheiro dos cidadãos para se manter no poder. A democracia sem limites incentiva esta irresponsabilidade. A solução é limitar o poder de gastar.
10Multiplicador monetário (Money multiplier)Mito que justifica a criação de moeda pelos bancos.
O multiplicador monetário é a ideia de que os bancos criam moeda a partir de reservas. No contexto do artigo, embora não referido, o banco de portugal faz parte deste sistema. Para um libertário, o multiplicador é uma falácia que esconde a verdadeira causa da inflação: a expansão de crédito sem lastro. Esta criação de moeda permite ao estado gastar sem cobrar impostos visíveis. A solução é um sistema bancário livre e moeda concorrencial.
Informações
em 9 de junho de 2026
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