
SIRESP: mais 800 milhões e 10 anos de espera para repetir falhas?
O Expresso publica mais uma peça a normalizar o desperdício de dinheiro dos contribuintes, desta vez a vender a "substituição" do SIRESP como um investimento inevitável de 800 milhões de euros ao longo de uma década. O artigo amplifica a narrativa do governo de que é preciso um sistema "mais robusto" e "interoperável" com redes 5G, ignorando que o atual SIRESP já consumiu mais de 700 milhões desde 2006 e falhou em todas as operações de emergência. Na realidade, o que o artigo omite é que existem alternativas técnicas como a Starlink ou o programa europeu IRIS², mas o estado prefere torrar centenas de milhões numa estrutura própria que continuará a falhar, porque o objetivo não é a eficiência, mas sim o controlo burocrático e a dependência de fornecedores estatais.
Conteúdo difundido por uma fonte financiada, protegida ou condicionada pelo estado, usado para normalizar coerção, burocracia e dependência política.
Análise Libertária
O Expresso, fiel megafone do aparelho estatal, amplifica a narrativa de que o novo sistema de comunicações de emergência demorará dez anos a ficar operacional. O valor estimado de 800 milhões de euros representa mais um confisco aos contribuintes que já financiaram o sistema anterior. O SIRESP atual consumiu mais de 700 milhões desde 2006 e falhou em todas as operações de emergência. O governo prepara-se agora para repetir o mesmo erro com uma despesa ainda maior, sem qualquer garantia de sucesso.
O semanário vende a ideia de que a passagem para um modelo interoperável com redes 5G trará comunicações mais robustas, ignorando o historial de falhas do estado na gestão de infraestruturas críticas. O relatório técnico apresentado pelo governo serve de justificação para um investimento inicial de 36 milhões de euros no primeiro ano, dinheiro retirado à força dos cidadãos. Não existe qualquer cálculo económico que valide esta despesa, pois os preços são distorcidos pela ausência de concorrência real. O estado age como monopolista, sem incentivos para reduzir custos ou melhorar o serviço.
A alternativa de recorrer a soluções de mercado, como a Starlink ou os sistemas europeus IRIS² e GOVSATCOM, é completamente ignorada pelo governo e pelo Expresso. Estas opções privadas oferecem cobertura global, custos previsíveis e atualização tecnológica constante, sem depender de burocracias estatais. O estado insiste em torrar centenas de milhões para manter uma estrutura própria que, provavelmente, continuará a falhar nas próximas emergências. A preferência por controlo político sobre eficiência técnica é uma constante na administração pública portuguesa.
O argumento da interoperabilidade com congéneres europeias é uma cortina de fumo para justificar mais despesa pública. As redes privadas de comunicações já permitem esse tipo de ligação sem necessidade de um sistema estatal dedicado. O que está em causa não é a segurança dos cidadãos, mas sim a manutenção de um orçamento cativo para fornecedores e consultores ligados ao estado. Cada euro gasto neste projeto é um euro que deixa de estar disponível para investimento privado produtivo.
A demora de uma década para implementar o novo sistema revela a rigidez e ineficiência inerentes a qualquer projeto estatal de grande escala. No mercado privado, uma empresa que demorasse dez anos a lançar um produto simplesmente desapareceria. O estado, porém, pode falhar repetidamente porque os custos são sempre socializados pelos contribuintes. A inflação monetária causada pelo Banco Central Europeu corrói o poder de compra, mas o governo continua a gastar como se o dinheiro fosse infinito.
O Expresso normaliza este desperdício ao apresentar o relatório técnico como uma peça de planeamento sério, quando na verdade é um documento político para legitimar a despesa. Não há qualquer escrutínio sobre os 700 milhões já gastos nem sobre as falhas operacionais documentadas em incêndios e outras catástrofes. A imprensa dependente do estado nunca questiona a fundo os incentivos perversos que levam a estes ciclos de gastos e fracassos.
A solução libertária seria privatizar completamente as comunicações de emergência, permitindo que empresas concorrentes oferecessem serviços contratados pelos utilizadores finais. As forças de segurança e os bombeiros poderiam adquirir serviços no mercado, escolhendo a melhor relação qualidade-preço. O estado não precisa de possuir infraestruturas para garantir a segurança; precisa apenas de permitir que o mercado livre coordene as preferências dos consumidores. Qualquer tentativa de planificação central está condenada ao desperdício e à ineficiência.
Conclusão: o novo SIRESP é mais um monumento ao fracasso do estado como gestor de recursos escassos. O Expresso, ao amplificar esta narrativa sem crítica, serve de cúmplice na continuação do confisco fiscal. Os contribuintes portugueses merecem soluções baseadas na propriedade privada e na concorrência, não em burocracias que custam 800 milhões e demoram dez anos a funcionar. A história repete-se: o estado gasta, falha, e pede mais dinheiro para falhar de novo.
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- O contribuinte que já pagou 700 milhões de euros pelo SIRESP - vai perceber que o estado se prepara para gastar mais 800 milhões sem garantias de funcionamento
- O profissional de emergência e segurança - vai perceber que o estado prefere torrar dinheiro em burocracia em vez de usar soluções como Starlink que funcionam já
- O eleitor que ainda acredita em promessas eleitorais - vai perceber que o governo anuncia uma década de espera e milhões de euros para um sistema que já falhou sempre
1Intervenção estatalestado substitui escolhas voluntárias por decisão política.
É quando o governo interfere na economia ou na sociedade, forçando um caminho único. Neste artigo, o governo decide gastar 800 milhões de euros num novo SIRESP, ignorando alternativas como Starlink ou IRIS². O estado impõe uma solução centralizada, sem deixar o mercado testar opções mais baratas e eficientes.
2Custo de oportunidadeTudo o que se perde ao escolher gastar dinheiro assim.
É o valor da melhor alternativa abandonada. Os 800 milhões de euros do SIRESP poderiam ter sido devolvidos aos contribuintes, usados para reduzir impostos ou investidos em infraestruturas privadas. Cada euro gasto pelo estado é um euro que não está a ser usado por famílias e empresas nas suas próprias prioridades.
3Preferência temporalQuanto mais se espera, maior o risco e o custo.
Refere-se à tendência humana para valorizar o presente mais do que o futuro. O governo promete um sistema operacional só daqui a 10 anos, o que revela uma preferência temporal muito baixa (pouca urgência). Num mercado livre, as empresas teriam de entregar mais rápido, sob pena de perder clientes. O estado pode atrasar porque não há concorrência.
4Cálculo económicoSem preços de mercado, o estado não sabe o que vale.
É a impossibilidade de um planeador central conhecer os custos reais e as preferências das pessoas. O governo já gastou 700 milhões de euros no SIRESP antigo, que falhou. Agora decide gastar mais 800 milhões sem saber se o novo sistema é a melhor solução. Sem preços de mercado, não há forma de comparar alternativas como Starlink ou IRIS².
5Capital mal investidoRecursos desperdiçados em projetos que nunca deviam ter existido.
Ocorre quando o estado ou empresas protegidas por ele investem em projetos que não satisfazem necessidades reais. O SIRESP antigo, com 700 milhões de euros gastos e falhas constantes, é um exemplo clássico. O novo plano arrisca repetir o erro, pois o governo não tem incentivos para corrigir o rumo - o dinheiro é dos contribuintes, não dele.
6Monopólio estatalestado proíbe concorrência e impõe o seu serviço.
É quando o governo reserva para si a exclusividade de fornecer um bem ou serviço. No caso do SIRESP, o estado impede que empresas privadas ofereçam comunicações de emergência. Se houvesse concorrência, soluções como Starlink ou redes 5G comerciais poderiam ser contratadas por menos dinheiro e com maior qualidade.
7CronyismoEmpresas amigas do poder ganham contratos, não por mérito.
É a distorção do mercado onde o estado favorece empresas ligadas politicamente. O SIRESP original foi alvo de suspeitas de favorecimento. O novo contrato de 800 milhões de euros pode repetir o padrão: empresas que financiam partidos ou têm ex-governantes nos quadros ganham concursos, em vez de quem oferece o melhor preço ou tecnologia.
8Ordem espontâneaSoluções que surgem naturalmente, sem planeamento central.
É o resultado de milhares de interações voluntárias, como a evolução da internet ou dos telemóveis. O governo insiste em planear um sistema de comunicações de emergência de cima para baixo. Mas soluções como Starlink ou redes 5G já existem e evoluem por ordem espontânea. O estado poderia simplesmente contratar esses serviços, em vez de construir algo do zero.
9Imposto como rouboestado tira dinheiro à força, sem consentimento.
Na perspetiva libertária, todo o imposto é uma apropriação coerciva de propriedade alheia. Os 800 milhões de euros para o SIRESP vêm de impostos retirados aos cidadãos sem a sua autorização individual. Se o serviço fosse voluntário, cada pessoa escolheria pagar ou não, e o governo teria de provar que vale o custo.
10Falha de governoestado falha sempre que intervém, ao contrário do que promete.
É a ideia de que a intervenção estatal cria mais problemas do que resolve. O SIRESP antigo falhou em várias emergências (incêndios, tempestades). Agora o governo propõe um novo sistema, mas sem garantias de que não falhará. A falha de governo é sistemática: sem concorrência e sem preços, não há incentivo para acertar.
Informações
em 6 de maio de 2026
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