
Fragatas: 3,9 mil milhões e comissões escondidas
O Diário de Notícias publica esta peça sobre a compra de três fragatas à Fincantieri e embrulha-a como se o problema fosse a falta de transparência e as comissões de intermediários. O jornal serve o estado ao reduzir o escândalo a uma questão de escrutínio parlamentar e de "retorno para a economia portuguesa", quando o negócio é feito com 3,9 mil milhões de euros roubados a quem trabalha. Entre mediadores afastados, processos judiciais e pedidos de esclarecimento, perde-se o essencial: cada euro gasto em barcos, comissões ou ministros saiu do bolso dos "contribuintes" e nunca mais volta. Na realidade, a discussão sobre quem come do pote - intermediários, militares ou partidos - serve apenas para esconder que o roubo fiscal é o verdadeiro motor de todo o negócio.
Conteúdo difundido por uma fonte financiada, protegida ou condicionada pelo estado, usado para normalizar coerção, burocracia e dependência política.
Análise Libertária
O estado português prepara-se para gastar 3,9 mil milhões de euros em três fragatas italianas. Esse dinheiro não pertence a nenhum ministro, nem ao parlamento, nem à marinha, nem a qualquer burocrata. Pertence a quem trabalha e produz neste país, a quem paga impostos todos os meses. A compra das fragatas é apenas a face mais visível de um confisco permanente que dura décadas. O diário de notícias amplifica o circo político sem nunca colocar a questão essencial: quem autorizou o roubo?
O artigo do diário de notícias serve para normalizar o debate sobre comissões e intermediários. O chega e o partido socialista exigem esclarecimentos, como se o problema fosse a falta de transparência. Nenhum partido questiona a legitimidade do estado para gastar dinheiro que não é seu. O diário de notícias vende esta farsa como escrutínio democrático, protegido por subsídios e publicidade institucional. Tudo isto é folclore para continuar a subtrair mais dinheiro com uma violência ainda maior.
O ministro Nuno Melo desmente a existência de intermediários e promete processos judiciais. O jornal 24 horas publicou que a empresa NTG perdeu uma comissão de 90 milhões de euros. A haver comissões, estariam entre 39 e 117 milhões de euros, segundo as práticas do sector. Este debate sobre quem recebe quanto é uma distração enorme face ao verdadeiro crime. O dinheiro já saiu para sempre do bolso dos "contribuintes" e nunca mais volta.
A falta de transparência é a única constante verdadeira em todos os negócios do estado. O governo não divulga a composição exata do grupo de trabalho que escolheu as fragatas. O programa de rearmamento vale 5,8 mil milhões de euros, geridos sem qualquer escrutínio real. A transparência é absolutamente impossível quando o próprio ato de gastar é um roubo legalizado. Nenhuma comissão de acompanhamento pode legitimar o confisco de fundos que nunca foram do estado.
A história repete-se desde o "caso dos submarinos" de 2004, que custou mil milhões de euros. Agora são 3,9 mil milhões em fragatas e a mesma coreografia de desmentidos e processos. O estado aprendeu a esconder melhor as decisões e deixou a escolha nas mãos dos militares. O risco político é gerido com comissões de acompanhamento e auditorias, não com devolução do dinheiro. Os "contribuintes" continuam a pagar a fatura integral, como sempre pagaram em todas as décadas.
O deputado Luís Dias declara que a marinha é quem melhor sabe o que faz falta tecnicamente. Mas ninguém perguntou aos "contribuintes" se queriam pagar por estas fragatas. A soberania individual significa que cada pessoa decide livremente sobre o seu próprio dinheiro e sobre o seu futuro. Nenhum almirante, ministro ou deputado sabe melhor do que o indivíduo o que fazer com o que ele ganhou. O apelo ao retorno para a economia portuguesa é apenas conversa para justificar o injustificável.
A linguagem técnica dos relatórios oficiais esconde a natureza verdadeira de todo o processo de compra militar. O diário de notícias descreve o negócio como investimento e modernização, sem nunca nomear a coerção. Todo o processo assenta em dinheiro confiscado à força ou por coerção aos "contribuintes" que trabalharam para o ganhar. O estado apresenta a compra como gestão normal, mas não há gestão normal com dinheiro roubado. A linguagem técnica para mascarar a coerção fiscal repete-se em todos os negócios públicos.
O programa de rearmamento de 5,8 mil milhões de euros é planeamento central no estado mais puro. O estado decide que navios, armas e fornecedores devem ser escolhidos, sem qualquer teste de mercado. Planos quinquenais disfarçados de modernização são a marca de todas as democracias ocidentais. A diferença entre Lisboa e Moscovo é apenas a retórica utilizada, nunca o método de coerção. O mercado livre coordenaria estas escolhas milhares de vezes melhor sem um cêntimo de imposto.
O relevante nunca foi saber se houve intermediários ou comissões neste grande negócio das fragatas. O relevante é que 3,9 mil milhões de euros saíram do bolso de quem trabalha. Enquanto existir um pote de dinheiro roubado, haverá sempre gente a disputar as migalhas. A única solução libertária é devolver o dinheiro a quem o ganhou com o seu trabalho. Até lá, o circo político continua e os "contribuintes" pagam sempre a fatura final do banquete.
Partilha este artigo com:
- O assalariado que desconta todos os meses - vai reconhecer no artigo o folclore habitual: partidos a fingir que discutem transparência enquanto o estado rouba 140 mil milhões de euros por ano a quem trabalha. A consequência prática é perceber que nenhuma comissão ou fragata lhe vai devolver o dinheiro confiscado, e que só a redução do estado devolve a liberdade.
- O pequeno empresário sufocado pelo (con)fisco - vai ver neste artigo mais uma prova de que o estado gasta 3,9 mil milhões em barcos com intermediários e comissões, enquanto ele luta para pagar o IVA e a segurança social. Percebe que a discussão sobre mediadores é distração: o problema é o pote de dinheiro roubado e a certeza de que nunca mais volta ao bolso de quem o ganhou.
- O eleitor cansado de promessas - vai reconhecer aqui a eterna luta entre partidos para ver quem controla o pote, e que a "transparência" invocada é só uma arma política. A consequência é entender que nenhum partido devolve o que confisca: deixar de acreditar em salvadores e defender a soberania individual sobre cada euro é o único caminho.
1Teoria da escolha pública (Public Choice Theory)Políticos e burocratas agem por interesse próprio, não pelo bem comum.
A teoria da escolha pública aplica a análise económica ao comportamento dos agentes do estado. Neste artigo, vemos o governo a gastar 3,9 mil milhões de euros em fragatas, enquanto partidos como o Chega e o PS exigem escrutínio. Cada um procura maximizar o seu poder ou evitar custos políticos. A transparência é usada como arma política, não como princípio. Para um libertário, isto mostra que o estado não é um agente benevolente, mas um palco de interesses concorrentes. O resultado é sempre mais despesa e menos liberdade para o cidadão.
2Cálculo económico (Economic Calculation)Sem preços de mercado, o estado não sabe o que vale cada coisa.
O cálculo económico é a capacidade de decidir racionalmente com base em preços formados no mercado. Neste negócio de fragatas, não há preços de mercado, pois o estado negocia diretamente com um fornecedor. O governo não consegue saber se 3,9 mil milhões é um valor justo ou um desperdício. A falta de transparência agrava o problema: ninguém sabe o que está a ser comprado nem a que custo real. Para um libertário, isto é a prova de que o estado é incapaz de alocar recursos eficientemente. O dinheiro que era dos "contribuintes" é gasto sem qualquer referência de valor.
3Intervencionismo (Interventionism)A interferência do estado no mercado cria distorções e desperdício.
Intervencionismo é a política de o estado interferir na economia, seja por compras públicas, regulação ou impostos. A compra de fragatas é um exemplo clássico: o estado decide gastar milhares de milhões em equipamento militar, em vez de deixar os cidadãos decidirem o que fazer com o seu dinheiro. Esta intervenção distorce o mercado, pois favorece certas empresas (como a Fincantieri) e cria uma teia de intermediários e comissões. O resultado é um desperdício de recursos que poderiam ser usados de forma mais produtiva. Para um libertário, o intervencionismo é sempre prejudicial, pois impede a coordenação espontânea do mercado.
4Imposto (Tax)Confisco forçado de dinheiro que era dos "contribuintes", sem consentimento.
Imposto é a transferência coerciva de riqueza dos indivíduos para o estado. Neste artigo, os 3,9 mil milhões de euros para as fragatas vêm de impostos, ou seja, de dinheiro que era dos "contribuintes" e que foi confiscado à força. O estado não pede autorização, apenas cobra e gasta. A discussão sobre transparência é irrelevante, pois o dinheiro já não volta ao bolso de quem o ganhou. Para um libertário, o imposto é roubo legalizado, e qualquer gasto público é uma extensão desse roubo. A única forma de evitar isto é reduzir o estado ao mínimo ou eliminá-lo.
5Ordem espontânea (Spontaneous Order)A cooperação social surge naturalmente, sem planeamento central.
Ordem espontânea é a ideia de que a sociedade se organiza através de ações voluntárias, sem necessidade de um planeador central. No caso das fragatas, o estado tenta impor uma ordem através de um programa de rearmamento, mas isso só gera confusão e falta de transparência. Em contraste, um mercado livre coordenaria as necessidades de defesa através de contratos voluntários entre indivíduos e empresas. A ordem espontânea respeita as preferências individuais, enquanto a ordem imposta pelo estado as viola. Para um libertário, a ordem espontânea é superior, pois é baseada na cooperação voluntária, não na coerção.
6Custo de oportunidade (Opportunity Cost)O que se sacrifica ao gastar em fragatas em vez de alternativas.
Custo de oportunidade é o valor da melhor alternativa sacrificada quando se faz uma escolha. Ao gastar 3,9 mil milhões em fragatas, o estado está a renunciar a outros usos desse dinheiro, como reduzir impostos ou devolvê-lo aos "contribuintes". Este custo é invisível, mas real: cada euro gasto pelo estado é um euro que não fica no bolso de quem o ganhou. Para um libertário, o custo de oportunidade é crucial para avaliar qualquer política pública. O estado raramente o considera, pois não sente o peso do sacrifício individual. A transparência não resolve isto, pois o problema é a própria existência do gasto forçado.
7Soberania do consumidor (Consumer Sovereignty)O consumidor decide o que produzir, não o estado.
Soberania do consumidor é o princípio de que, num mercado livre, os consumidores orientam a produção através das suas escolhas de compra. Neste artigo, o estado assume o papel de consumidor, decidindo comprar fragatas italianas, mas não é um consumidor voluntário: usa dinheiro roubado. Os verdadeiros consumidores, os "contribuintes", não têm voz na decisão. A Marinha pode preferir as italianas, mas isso não reflete as preferências dos cidadãos. Para um libertário, a soberania do consumidor é violada quando o estado interfere. A solução seria deixar a defesa ser provida por mecanismos de mercado, onde cada um escolhe livremente.
8Privilégio (Privilege)Vantagem especial concedida pelo estado a certos grupos.
Privilégio é um benefício concedido pelo estado a uma pessoa ou grupo, em detrimento de outros. Neste negócio, a Fincantieri recebe um privilégio ao ser escolhida como fornecedora, sem concorrência de mercado. Os intermediários, como a NTG, também podem ter privilégios, se forem favorecidos pelo governo. Estes privilégios distorcem a concorrência e criam rendas artificiais. Para um libertário, o privilégio é uma forma de corrupção legalizada, pois enriquece alguns à custa de todos. A transparência não elimina o privilégio, apenas o torna mais visível. A única forma de o evitar é eliminar o poder do estado de conceder favores.
9Renda (Rent)Ganho sem produção, obtido através de privilégio estatal.
Renda, no sentido económico, é um ganho que não resulta de produção, mas de controlo de recursos ou privilégios. No caso das fragatas, os intermediários podem obter rendas através de comissões, sem acrescentar valor real. O estado, ao conceder contratos, cria oportunidades para a extração de rendas. Isto é um desperdício, pois os recursos são desviados para atividades não produtivas. Para um libertário, a renda é um sintoma de intervenção estatal, pois só existe quando o estado restringe a concorrência. A eliminação de privilégios reduziria as rendas e aumentaria a eficiência económica.
10Ação coletiva (Collective Action)Decisões tomadas em grupo, muitas vezes contra a vontade individual.
Ação coletiva refere-se a decisões tomadas por um grupo, como o estado, que afetam todos, mesmo sem consentimento individual. A compra de fragatas é uma ação coletiva: o governo decide por todos, usando dinheiro de todos. Isto viola o princípio da soberania individual, pois cada pessoa é forçada a contribuir para algo que pode não querer. A ação coletiva é ineficiente, pois não reflete as preferências individuais. Para um libertário, a ação coletiva só é legítima se for voluntária, como num contrato. O estado, porém, usa a coerção, tornando-a ilegítima.
Informações
em 10 de agosto de 2026
Conteúdo Relacionado
bruxelas usa desconfiança nos EUA para justificar mais poder
Siteestado incapaz: reconstrução em Leiria arrasta-se para julho
SiteBCE sobe juros para travar inflação que o próprio gerou
Sitegoverno rejeita "reforma estrutural" da segurança social e estudo foi apenas "contributo para debate
SiteDéfice das pensões: estudo do governo esconde custos futuros
SitePensões: relatório antecipa cenário sombrio, PS diz que é "enviesado
Site