

A Alteração da Moeda em Juan de Mariana e Murray Rothbard
Resumo
A desvalorização monetária através da redução do conteúdo metálico das moedas constitui uma forma antiga de os governos extraírem riqueza das populações sem consentimento. Juan de Mariana, já no século XVII, denunciava esta prática como roubo puro que destruía o comércio e empobrecia os cidadãos, antecipando em séculos as análises da Escola Austríaca sobre os efeitos perversos da manipulação estatal da moeda.
A inflação resulta sempre da expansão monetária artificial, funcionando como um imposto invisível que erode o poder de compra de quem trabalha e poupa. Quando o estado altera o valor da moeda, viola o direito natural à propriedade privada e distorce os sinais de preço essenciais ao cálculo económico e ao funcionamento do mercado livre. A moeda sonante, fora do controlo dos tecnocratas e dos seus bancos centrais, constitui a única salvaguarda real contra a "política" sistemática de desvalorização que permite financiar défices e dívidas públicas às custas do bolso dos portugueses.
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- O investidor que procura proteger a sua poupança da erosão monetária — vai compreender como a inflação é, na verdade, um imposto oculto que o estado usa para se financiar às custas do cidadão, exatamente como Mariana denunciou há mais de quatro séculos.
- O estudante de economia que suspeita que a teoria keynesiana está errada — vai descobrir que a crítica à manipulação monetária tem raízes profundas na Escolástica espanhola e que a perspetiva austríaca oferece uma alternativa fundamentada no direito natural e na propriedade privada.
- O libertário que deseja argumentos históricos contra o monopólio estatal da moeda — vai encontrar em Juan de Mariana um predecessor intelectual que já identificava a desvalorização monetária como roubo puro e simples, antecipando as críticas de Rothbard aos bancos centrais.
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em 12 de março de 2026
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