
Vice dos EUA expõe jogadas de Israel para prolongar guerra com o Irão
O artigo do Observador documenta as acusações do vice-presidente dos EUA contra setores do governo israelita que, segundo Vance, financiam campanhas para impedir o acordo nuclear com o Irão e prolongar a guerra "indefinidamente". Esta denúncia, vinda do topo da administração norte-americana, confirma aquilo que a perspetiva libertária aponta há muito: a guerra nunca é um acidente ou uma defesa inevitável, mas um negócio alimentado por burocracias e grupos de pressão que vivem do conflito armado. Ao mesmo tempo, revela como o dinheiro confiscado à força ou por coerção aos "contribuintes" dos dois lados do Atlântico é usado para financiar a manipulação da opinião pública e perpetuar a coerção estatal.
Análise Libertária
A acusação do vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, de que partes do governo israelita pretendem prolongar a guerra com o Irão indefinidamente é uma rara admissão de que a política externa americana é moldada por interesses estrangeiros. Nenhum estado guerreia pelos interesses dos cidadãos; a guerra é o motor que alimenta o poder estatal e justifica o confisco de recursos. Vance afirmou, no podcast Joe Rogan Experience, que vê "provas concretas" de que há pessoas no sistema israelita a manipular a opinião pública norte-americana para atacar o acordo nuclear assinado em junho e manter o conflito sem objetivo definido.
Se um vice-presidente admite que um governo estrangeiro financia campanhas contra um acordo de paz, então o mito de que o estado americano age soberanamente cai por terra. O que está em causa não é a segurança de ninguém, mas sim a sobrevivência de burocracias militares e de inteligência que lucram com a guerra. O memorando de entendimento com o Irão, defendido por Vance, representaria uma ameaça existencial para a máquina de guerra de Israel e para a sua dependência de receitas fiscais americanas e do controlo sobre o Médio Oriente.
Desde 28 de fevereiro, data do início oficial da guerra por Israel e pelos Estados Unidos, o conflito já custou milhares de milhões de dólares em equipamento, munições e combustível. Todo esse dinheiro era dos "contribuintes", mas nunca mais voltará aos seus bolsos porque foi canalizado para o complexo militar-industrial que depende da tensão permanente. A guerra não é um acidente; é uma escolha deliberada de elites que sabem que uma paz verdadeira reduziria o poder do estado e a sua capacidade de tributar e regular.
Vance denunciou ainda que parte do governo israelita paga a figuras influentes nos Estados Unidos para atacar o acordo com Teerão. Isto confirma que a guerra serve de desculpa para a censura indirecta e para a manipulação da opinião pública, transformando cidadãos num "rebanho" obediente que confunde governo, estado e sociedade. Randolph Bourne já identificava a guerra como o mecanismo supremo de fortalecimento estatal - e hoje vemos o mesmo padrão, com a diferença de que a propaganda é financiada por governos estrangeiros que sabem que um conflito longo aumenta o seu controlo sobre a região.
A estratégia de Donald Trump, segundo Vance, "não se limita apenas à negociação" e inclui "o âmbito militar e outros aspetos". Isto é o reconhecimento de que o estado nunca abandona a força como ferramenta de política externa, mesmo quando promete paz. O Irão, por sua vez, respondeu ao bloqueio económico e às sanções dos Estados Unidos com ataques a navios mercantes, mas a verdadeira origem do conflito está na imposição de sanções unilaterais que violam a soberania de qualquer país. O estado americano age como um agressor que depois se queixa das reações.
Se Vance se sente atacado por campanhas financiadas para prolongar a guerra, deveria reconhecer que essa manipulação só é possível porque o estado americano gasta riqueza que não criou. Os impostos sobre combustíveis, por exemplo, alimentam a máquina militar e nunca são devolvidos aos cidadãos - os chamados "descontos" são apenas paliativos que mascaram a carga fiscal permanente. O governo promete não ganhar com a guerra através dos impostos sobre combustíveis, mas a verdade é que o estado continua a receber ISP e IVA sobre cada litro vendido, independentemente dos preços do petróleo. A guerra é um pretexto para manter a tributação elevada.
A ideia de que um governo estrangeiro pode influenciar a política americana com dinheiro não é novidade, mas a admissão pública de Vance revela o quão frágil é a soberania nacional. Os cidadãos americanos são usados como carne para canhão numa guerra cujo objectivo real é manter a hegemonia dos estados e das suas burocracias. O acordo com o Irão, se viesse a ser implementado, abriria espaço para investimentos pacíficos e para a redução do poder militar, o que ameaça directamente aqueles que lucram com a destruição.
A guerra prolonga-se indefinidamente porque serve os interesses do estado, não das pessoas. Os cidadãos pagam com a vida, com os impostos e com a inflação que resulta da expansão monetária para financiar o conflito. O presidente Trump e o seu vice podem negociar acordos, mas enquanto o estado depender da guerra para se legitimar, nenhum tratado será duradouro. O único caminho para a paz duradoura é o desmantelamento do monopólio estatal sobre a força e a devolução da decisão de guerra aos indivíduos.
A conclusão é clara: a guerra no Médio Oriente é um negócio para os estados e para as suas elites parasitas. Enquanto os cidadãos forem forçados a financiar máquinas de guerra que nunca os protegerão, a paz será sempre uma miragem vendida por políticos que lucram com o conflito. O testemunho de JD Vance é um eco daquilo que os libertários sempre denunciaram: o estado não existe para servir, mas para se perpetuar através da coerção e da manipulação. A liberdade exige a paz, e a paz exige o fim do controlo estatal sobre a vida e a propriedade de cada um.
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- O cidadão norte-americano que paga impostos - vai reconhecer que o seu dinheiro, que era dos "contribuintes", está a ser usado para financiar guerras sem objetivo, manipuladas por interesses estrangeiros. Isto significa que a sua liberdade encolhe com mais dívida pública e menos controlo sobre as decisões que afetam a sua vida e poupança.
- O empresário com negócios no Médio Oriente ou no setor energético - vai perceber que a guerra prolongada cria instabilidade que aumenta custos e riscos, afetando contratos e cadeias de abastecimento. A consequência prática é que as suas margens encolhem e os seus investimentos ficam reféns de sanções e interrupções que nunca deviam existir.
- O libertário que defende a não-intervenção e a soberania individual - vai ver confirmado que a guerra serve interesses de grupos de pressão, não o bem comum, e que o estado usa coerção para justificar gastos militares infinitos. Isto mostra que é urgente devolver o poder aos indivíduos e acabar com o financiamento de conflitos que destroem valor e liberdade.
1Guerra prolongada (Prolonged war)Conflito mantido sem objetivo claro, gerando destruição e custos.
A guerra prolongada é um conflito que se estende no tempo sem um propósito terminal definido. Neste artigo, Vance acusa parte do governo israelita de querer que a guerra com o Irão continue indefinidamente, apenas para manter o poder ou interesses ocultos. Para um libertário, a guerra prolongada é um pesadelo: destrói vidas, propriedade e liberdade, e é financiada por impostos roubados dos cidadãos. Além disso, desvia recursos da produção civil para a destruição, empobrecendo a sociedade. Um exemplo real é a guerra do Afeganistão, que durou 20 anos sem vitória clara.
2Manipulação da opinião pública (Public opinion manipulation)Uso de propaganda e influência para moldar perceções.
Manipulação da opinião pública é o esforço coordenado para enganar ou influenciar as crenças das pessoas, muitas vezes por governos ou grupos de interesse. Vance denuncia que parte do governo israelita financia figuras influentes nos EUA para atacar o acordo com o Irão e prolongar a guerra. Isto mina a capacidade de escolha informada dos cidadãos, que são coagidos a apoiar políticas contra os seus interesses. Para um libertário, a verdade e a transparência são essenciais; qualquer manipulação é uma violação da soberania individual.
3Intervenção estrangeira (Foreign intervention)Ação de um governo para influenciar outro país.
Intervenção estrangeira ocorre quando um governo interfere nos assuntos de outra nação, seja militar, económica ou politicamente. No artigo, Vance admite que governos estrangeiros, incluindo Israel, tentam influenciar os EUA. Isto frequentemente leva a guerras e acordos que servem elites políticas, não os cidadãos. Do ponto de vista libertário, a não-intervenção é o princípio: cada povo deve resolver os seus problemas sem coerção externa. As intervenções são financiadas por impostos e geram devastação, como se vê no Médio Oriente.
4Custos de oportunidade da guerra (Opportunity costs of war)Recursos desperdiçados na guerra que poderiam ser usados noutros fins.
O custo de oportunidade é o valor da melhor alternativa sacrificada. Na guerra, os recursos (dinheiro, materiais, trabalho) são desviados da produção civil para a destruição. Este artigo mostra que a guerra com o Irão consome recursos que poderiam ser investidos em saúde, educação ou infraestruturas. Para um libertário, cada euro gasto em armamento é um euro roubado dos cidadãos e que deixa de criar valor real. Um exemplo: os triliões de dólares gastos no Iraque poderiam ter construído hospitais e escolas.
5Agenda oculta (Hidden agenda)Objetivos não declarados de um grupo de poder.
Agenda oculta refere-se a intenções não divulgadas que motivam ações políticas. Vance sugere que parte do governo israelita quer a guerra sem objetivo concreto, apenas para manter o conflito. Isto revela como os políticos podem ter interesses próprios (poder, lucros de guerra) diferentes do bem público. Para um libertário, a transparência é crucial: qualquer política deve ser justificada abertamente. Quando existem agendas ocultas, os cidadãos são enganados e perdem a liberdade de escolha informada.
6Complexo militar-industrial (Military-industrial complex)Rede que lucra com guerras e gastos militares.
O complexo militar-industrial é a aliança entre forças armadas, indústria de armamento e políticos que beneficiam da guerra. Embora não nomeado, está implícito no artigo: a pressão para prolongar a guerra serve interesses de quem vende armas e depende do conflito. Para um libertário, este complexo é uma ameaça à paz e à liberdade, pois promove gastos públicos enormes e intervenções externas. Um exemplo histórico é o alerta de Eisenhower sobre os seus perigos. A solução é desmilitarizar e reduzir o estado.
7Impostos para a guerra (Taxes for war)Dinheiro confiscado aos cidadãos para financiar conflitos.
Impostos são o principal meio de financiar guerras. O artigo não fala diretamente de impostos, mas qualquer conflito militar é pago com dinheiro que era dos "contribuintes". Vance defende o acordo com o Irão, mas a alternativa da guerra consome recursos fiscais que nunca voltam ao bolso de origem. Para um libertário, todos os impostos são roubo, especialmente quando usados para matar e destruir. Um exemplo: cada família norte-americana paga milhares de dólares por ano para o Pentágono, muitas vezes sem consentimento.
8Cálculo económico em tempo de guerra (Economic calculation in wartime)Dificuldade de alocar recursos racionalmente durante a guerra.
O cálculo económico é a capacidade de avaliar custos e benefícios através de preços de mercado. Na guerra, os preços são distorcidos por intervenção estatal, tornando impossível uma alocação eficiente. O artigo mostra decisões políticas sobre continuar ou não a guerra, ignorando os verdadeiros desejos dos indivíduos. Para um libertário, a guerra é o colapso da ordem espontânea do mercado. Sem preços livres, os recursos são desperdiçados em armas em vez de bens que as pessoas realmente querem.
9Prolongamento do conflito por interesses políticos (Conflict prolongation for political interests)Manter a guerra para benefício de elites, não do povo.
Este termo descreve a situação em que a guerra continua não por necessidade militar, mas porque certos grupos ganham com ela. Vance denuncia exatamente isso: parte do governo israelita quer a guerra sem objetivo, o que sugere que o conflito serve interesses políticos ou económicos. Para um libertário, qualquer guerra deve ter um fim claro e justo; prolongá-la artificialmente é um crime contra a população. Exemplos históricos incluem a guerra do Vietname, onde os EUA continuaram a lutar apesar da falta de progresso.
Informações
em 17 de julho de 2026
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