
Expresso quer censurar comentários após ataque na Alemanha
O Expresso publica mais uma peça a pedir "regulação" do discurso, enquadrando comentários críticos como manifestações de ódio que devem ser silenciadas. O artigo serve o aparelho mediático dependente do estado para normalizar a censura, usando uma tragédia na Alemanha para justificar o controlo da expressão. Na realidade, o que o texto promove é o policiamento da opinião pública, disfarçando de combate ao ódio o que é um ataque à liberdade de expressão - condição indispensável para que o estado e os seus parasitas possam gerir a narrativa sem ruído incómodo.
Conteúdo difundido por uma fonte financiada, protegida ou condicionada pelo estado, usado para normalizar coerção, burocracia e dependência política.
Análise Libertária
O Expresso publica um artigo que condena comentários de ódio nas caixas de comentários, mas a solução que propõe é a pior de todas: dar mais poder ao estado para regular a expressão. A peça normaliza a ideia de que o governo e o parlamento devem censurar opiniões ofensivas, enquanto ignora que o verdadeiro mal é o crime, não a palavra. A violência contra as pessoas é sempre inaceitável, mas a resposta a palavras repugnantes nunca deve ser a coerção estatal. O autor confunde liberdade de expressão com licença para agredir, esquecendo-se de que num mercado livre de ideias, as opiniões más enfrentam o escrutínio social, não a burocracia ministerial.
O artigo cita comentários hediondos que celebram a morte de manifestantes LGBTI+ em Berlim. Esses comentários são moralmente nojentos, mas moralidade não se impõe por decreto. Liberdade de expressão protege até o que nos ofende profundamente, porque quem decide o que é ódio é sempre o poder de quem empunha a lei. O autor pede regulação nos meios de comunicação social respeitáveis, como se aqueles órgãos fossem entidades neutras e não parte do aparelho mediático financiado pelo dinheiro que era dos "contribuintes". O Expresso vive de publicidade institucional e subsídios, logo, defender mais regulação é pedir ao estado que controle os seus próprios megafones.
A comparação entre os comentadores e os fundamentalistas islâmicos é retoricamente potente, mas falha ao ignorar a diferença entre palavras e acções. Os comentadores podem ser deploráveis, mas não cometeram homicídio - o crime foi do condutor apoiante do estado Islâmico. O estado já tem meios para punir ameaças e incitamento à violência: são as leis criminais. Querer ir além é criar um tribunal de opinião, onde a tolerância com os intolerantes se torna desculpa para censurar qualquer dissidente. A esquerda rouba pelo bolso esquerdo, a direita pelo direito; a censura é o bolsa comum de todos os autoritários.
O artigo critica o ódio contra a comunidade LGBTI+ e os imigrantes, mas a sua solução é dar ao mesmo estado que explora esse ódio para ganhos eleitorais o poder de silenciar vozes. O Chega, citado no artigo, quer condicionar apoios sociais a imigrantes com um período mínimo de contribuições, como se o estado tivesse legitimidade para redistribuir o que confisca dos "contribuintes" a farsa da Prestação Social Única. Se o problema é o ódio, a resposta não é mais estado - o estado é a maior máquina de ódio institucionalizado, porque usa a coerção para roubar, regular e prender quem não se conforma.
A ideia de que "20% dos portugueses vivem em bolhas partidárias" é um falso alarme difundido pelo Expresso mas a verdadeira bolha é a do estado. Os decisores políticos estão isolados da realidade económica: nunca sentem o peso dos impostos que aprovam porque vivem de salários públicos e carros de estado. Enquanto isso, os cidadãos pagam IVA sobre bens essenciais, IRS sobre o trabalho e impostos sobre as heranças. Não há liberdade de expressão que valha quando o estado controla o teu rendimento, a tua educação e a tua saúde - a censura é apenas a face mais visível do monopólio da força.
O autor pergunta: "Os diretores aceitariam que aquelas pessoas se sentassem no hall a gritar aquelas frases?" A pergunta revela tudo. O que realmente incomoda não é o discurso de ódio, mas o facto de ele ser público, visível e não filtrado pela elite mediática. Em vez de pedir aos órgãos de comunicação que exerçam a sua liberdade editorial de moderar comentários, o artigo quer que o estado obrigue a moderar. Isso é o oposto da responsabilidade individual: os jornais são livres de ter ou não caixas de comentários, e os leitores são livres de os ignorar.
O apelo à "regulação do discurso de ódio" é a porta aberta para a censura de qualquer crítica ao estado. Os que hoje aplaudem a censura contra comentários homofóbicos amanhã chorarão quando o mesmo poder for usado para silenciar críticas ao IVA ou à segurança social estatal. O parlamento rejeitou as propostas de ação sobre crimes de ódio - e fez bem. Leis contra o ódio são sempre usadas contra os que o estado considera adversários, não contra os que o estado protege. A história mostra que qualquer lei que dê ao governo poder sobre a palavra acaba por sufocar a dissidência.
Conclusão: A liberdade de expressão não é um problema a resolver, é a única garantia de que a tirania não se disfarça de virtude. O artigo do Expresso quer que acreditemos que a sobrevivência coletiva depende de regular o que se diz. Na verdade, a sobrevivência da liberdade depende de recusar que o estado defina o que é ódio aceitável. Se há tragédia em Berlim, o culpado é o assassino, não as palavras de anónimos. Enquanto exigimos que o estado nos proteja de ofensas, esquecemos que o estado é o maior ofensor - e não pára de nos roubar para financiar a sua própria propaganda.
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- O pequeno empresário que assina contratos e depende de comentar sem medo - vai reconhecer neste artigo a desculpa perfeita para o estado vigiar palavras em vez de perseguir criminosos. Se a regulação avançar, cada crítica tua a impostos ou licenças fica sob suspeita, e isso torna o teu negócio refém de quem manda.
- O trabalhador que já foi acusado de ódio por discordar das políticas do governo - vai perceber a técnica de transformar qualquer opinião contrária em delito. Quando o Expresso pede "regulação" de comentários, pede na verdade o confisco da tua voz e o poder de te punir por pensares diferente.
- O "contribuinte" que paga salários, subsídios e anúncios institucionais ao Expresso - vai descobrir que este artigo é um pedido de mais censura financiado com o teu dinheiro. Em vez de punir o atacante, pedem o poder de calar críticos, e a tua factura fiscal sobe enquanto a tua liberdade encolhe.
1Liberdade de expressão (Freedom of speech)Direito de dizer o que se pensa sem censura.
É o direito de cada pessoa exprimir as suas ideias sem ser silenciada pelo estado ou por terceiros. Neste artigo, o Expresso quer censurar comentários que considera odiosos, mas isso é uma violação desse direito. A liberdade de expressão inclui até opiniões que muitos consideram repugnantes. Sem ela, não há debate nem crítica ao poder. O estado não deve decidir o que podemos ou não dizer. A solução para o mau discurso é mais discurso, não a censura.
2Censura (Censorship)Controlo estatal ou privado da informação e opinião.
É o ato de impedir a publicação ou divulgação de ideias, geralmente pelo estado ou por quem tem poder. O artigo defende a regulação de comentários online, o que é uma forma de censura. A censura impede as pessoas de verem e avaliarem diferentes pontos de vista. Mesmo que alguns comentários sejam ofensivos, a censura é pior, pois cria um monopólio da verdade. Num mercado livre de ideias, as más ideias são refutadas, não escondidas.
3Discurso de ódio (Hate speech)Discurso que ofende ou incita contra grupos, mas não é crime.
É um termo vago usado para descrever expressões que atacam grupos com base em características como raça ou orientação sexual. O artigo usa esse rótulo para justificar a censura. Mas o discurso de ódio não é um crime contra a propriedade ou a pessoa; é apenas uma opinião. Criminalizá-lo é um passo para controlar todas as opiniões. A liberdade de expressão protege até o discurso que muitos consideram odioso. A resposta deve ser o debate, não a repressão.
4Regulação (Regulation)Intervenção estatal que distorce a ordem espontânea do mercado.
É a imposição de regras pelo estado sobre atividades privadas, como os comentários online. O artigo pede regulação para impedir discursos de ódio, mas isso é uma intromissão na liberdade individual. A regulação nunca é neutra; beneficia quem controla o estado. No caso dos media, a regulação leva à censura e à perda de diversidade. A ordem espontânea do mercado e da sociedade civil é mais eficaz a lidar com problemas do que a burocracia estatal.
5Responsabilidade individual (Individual responsibility)Cada pessoa responde pelos seus atos, não por palavras.
É o princípio de que cada pessoa é responsável pelas suas ações, não pelas palavras que diz. O artigo quer responsabilizar os media pelos comentários dos leitores, mas isso é errado. Cada comentador é responsável pelo que escreve. Os media não devem ser culpados por opiniões de terceiros. A responsabilidade individual é a base de uma sociedade livre. Sem ela, ninguém é dono das suas palavras e todos dependem do estado.
6Ordem espontânea (Spontaneous order)Ordem que surge da interação livre, sem planeamento central.
É a ideia de que a sociedade se organiza naturalmente através das ações voluntárias dos indivíduos, sem necessidade de um plano central. O artigo quer impor regras para controlar o discurso, mas isso é planeamento central. A ordem espontânea permite que as pessoas resolvam conflitos através do debate e da reputação. A censura destrói essa ordem, substituindo-a pela vontade do estado. A história mostra que a ordem espontânea é mais resiliente do que o controlo estatal.
7Propriedade privada (Private property)Direito de cada um sobre os seus bens e espaços.
É o direito de cada pessoa controlar os seus bens e espaços, incluindo os meios de comunicação. O artigo quer que os media censurem comentários, mas isso é uma violação da propriedade dos leitores? Não, mas é uma violação da liberdade de expressão. A propriedade privada permite que cada um decida o que publica no seu espaço. Se um jornal quer censurar, pode, mas não deve ser obrigado pelo estado. A propriedade privada é a base da liberdade de contrato e de expressão.
8estado mínimo (Minarchism)estado limitado à proteção da vida, liberdade e propriedade.
É a ideia de que o estado deve existir apenas para proteger os direitos individuais, não para regular o discurso. O artigo quer que o estado regule comentários, o que é uma expansão do estado. Um estado mínimo não tem poder para censurar opiniões. A sua função é apenas proteger contra a violência e a fraude. Qualquer intervenção além disso é uma agressão. O estado mínimo é a alternativa libertária ao estado de bem-estar e ao estado policial.
9Coerção (Coercion)Uso da força ou ameaça para obrigar alguém a agir.
É o uso da força ou ameaça para obrigar alguém a fazer algo contra a sua vontade. A censura é uma forma de coerção, pois obriga as pessoas a calar-se. O artigo quer usar o estado para coagir os media e os comentadores. A coerção é sempre errada, mesmo quando usada para fins "bons". Numa sociedade livre, as relações são voluntárias. A coerção só é justificada para defender a vida e a propriedade contra a agressão.
10Populismo (Populism)Movimento que apela ao povo contra elites, muitas vezes com demagogia.
É um termo usado para descrever movimentos que apelam ao povo contra as elites, muitas vezes com retórica simplista. O artigo usa "populismo" para atacar quem critica a imigração ou defende valores tradicionais. Mas o populismo não é necessariamente mau; pode ser uma reação à tirania das elites. O problema é quando o estado usa o populismo para justificar mais poder. A resposta libertária é mais liberdade, não mais controlo.
Informações
em 28 de julho de 2026
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