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Economia Numa Lição - Capítulo 6: O Crédito Desvia a Produção
Site· Mises Portugal· Luís Gagliardini Graça, Gonçalo Gaspar

Economia Numa Lição - Capítulo 6: O Crédito Desvia a Produção

Resumo

O crédito artificial, criado através de expansão monetária e programas estatais, não gera riqueza real mas apenas redistribui recursos existentes de forma ineficiente. Quando o estado empresta dinheiro a empresas que não conseguem obter financiamento privado, desvia capital de projetos produtivos para actividades inviáveis, consumindo recursos escassos quem menos eficiência lhes dá.

A burocracia estatal, sem incentivos ao lucro nem responsabilidade pessoal pelas perdas, favorece empresas com conexões políticas em detrimento de quem realmente serve os consumidores. Enquanto os credores privados perdem dinheiro com más decisões e são afastados do mercado, os funcionários públicos mantêm os salários e justificam o insucesso com retórica sobre "proteção de empregos". Só o sistema de lucros e perdas do mercado livre garante que os recursos da sociedade fiquem nas mãos de quem melhor satisfaz as necessidades das pessoas.

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  • Quem defende subsídios estatais para "salvar empregos" - vai perceber que emprestar dinheiro a empresas ineficientes só desvia recursos de quem realmente produz valor e cria pobreza em vez de riqueza.
  • O jovem que quer entender economia sem teorias complicadas - vai aprender na prática como o lucro privado sinaliza o que as pessoas realmente querem, enquanto a burocracia serve interesses políticos.
  • O funcionário público ou político local - vai confrontar-se com o problema dos incentivos perversos nas instituições estatais e compreender por que decisões políticas quase nunca beneficiam o conjunto da sociedade.

Falácia do Custo Zero - O estado apresenta o crédito artificial como criação de riqueza sem custos, mas o texto demonstra que os recursos são finitos: quando a "Janela Rápido" recebe dinheiro para comprar carrinhos de mão, a "Vidro Bonito" deixa de os poder comprar ou paga mais caro, e há menos aço para produzir panelas.
Apelo ao Medo do Desemprego - A propaganda estatal justifica empréstimos a empresas ineficientes explorando o medo da perda de emprego e pobreza, sem revelar que manter recursos presos em atividades improdutivas reduz a riqueza global disponível para criar empregos genuínos noutros setores.
Mito da Benevolência Estatal - O estado apresenta-se como guardião do "dinheiro de todos" que age pelo "bem comum", mas o texto expõe que os burocratas não sofrem consequências por maus investimentos, usam critérios políticos como conexões e votos em vez de eficiência económica, e justificam prejuízos com frases como "protegeu empregos" sem serem responsabilizados.

  1. 1Crédito artificialEmpréstimos criados do nada sem poupança real prévia.

    É quando bancos centrais ou o estado injetam dinheiro no sistema sem que alguém tenha poupado primeiro. No texto, o cunhado quer que o estado empreste dinheiro que não existe a empresas ineficientes. Resultado: inflação e distorção na economia, como quando Portugal emitiu títulos do Tesouro para resgatar bancos.

  2. 2CapitalBens usados para produzir outros bens, não é dinheiro.

    São as ferramentas, máquinas e materiais que servem para produzir. A avó explica que não há carrinhos de mão infinitos - o crédito artificial não cria capital real. Se a Janela Rápido comprar um carrinho, a Vidro Bonito deixa de o poder comprar.

  3. 3PreçosSinais que mostram o que as pessoas realmente valorizam.

    Os preços dizem-nos o que as pessoas querem comprar e quanto estão dispostas a pagar. A avó mostra que os copos pelas quais as pessoas pagam revelam as suas preferências reais. Sem preços livres, não há forma de saber o que convém produzir.

  4. 4LucroSinal de que uma empresa serve bem os consumidores.

    O lucro mostra que a empresa está a dar às pessoas o que elas querem a um preço que aceitam pagar. A avó explica que bancos privados querem lucro, por isso escolhem empresas viáveis. O estado não precisa de lucrar, por isso escolhe mal.

  5. 5Destruição criativaEmpresas ineficientes falhem para libertar recursos.

    Quando empresas ruins fecham, os recursos que usavam ficam livres para empresas melhores. No texto, a fábrica tradicional deveria falhar para os carrinhos irem para quem produz melhor. Em Portugal, manter empresas estatais a perder dinheiro impede este processo.

  6. 6Interesse próprioCada pessoa age para melhorar a sua própria situação.

    As pessoas buscam o seu bem-estar, não o bem alheio. A avó mostra que a Dona Manuela quer manter o emprego e votos, não ajudar a economia. O interesse próprio do empreendedor acaba por servir os outros porque precisa de os satisfazer para ganhar dinheiro.

  7. 7Falácia do almoço grátisIdeia errada de que se pode obter algo sem custos.

    Achar que o estado pode dar empréstimos sem ninguém pagar por isso. No texto, criar crédito artificial parece ajudar, mas alguém perde: quem pagaria mais pelo carrinho de mão ou quem deixou de ter panelas. Toda a escolha tem um custo de oportunidade.

  8. 8Alocação de recursosDecidir quem usa os bens escassos disponíveis.

    Como distribuir o capital limitado entre quem o quer usar. O texto mostra que crédito é uma forma de alocar recursos. Se o estado empresta a empresas ruins como a do Tio Zequinha, o capital deixa de chegar a quem produzia mais e melhor para a sociedade.

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