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Bancos apanhados de surpresa com reforço de poder do Banco de Portugal no crédito
SitePropaganda estatal· Expresso· Isabel Vicente

Bancos apanhados de surpresa com reforço de poder do Banco de Portugal no crédito

O Expresso publica mais uma peça de propaganda estatal que normaliza o reforço do poder discricionário do Banco de Portugal sobre o crédito bancário, amplificando a narrativa de que "regras vinculativas" e novas "taxas de supervisão" são medidas técnicas e inevitáveis para a "estabilidade financeira". O artigo vende a ideia de que o governador, Álvaro Santos Pereira, age com bom senso ao querer tornar recomendações em lei e cobrar mais aos bancos, omitindo que se trata de mais uma camada de controlo centralizado sobre decisões de troca voluntária. Na realidade, o que o texto embrulha é o sonho húmido de qualquer burocrata: transformar o banco central num super-regulador com poder de sanção e financiamento à custa do sector privado, enquanto o estado social-democrata aperta o cerco à liberdade contratual.

Fonte de propaganda estatal

Conteúdo difundido por uma fonte financiada, protegida ou condicionada pelo estado, usado para normalizar coerção, burocracia e dependência política.

Falsa neutralidade jornalística - O artigo apresenta-se como reportagem objetiva, mas normaliza a expansão do poder do banco central ao não questionar a legitimidade de tornar recomendações vinculativas, citando "Santos Pereira afirmou... que gostaria de tornar as recomendações macroprudenciais vinculativas e apelou ao executivo nesse sentido" sem qualquer contraponto crítico à medida em si.
Apelo à autoridade tecnocrática - O artigo usa repetidamente as declarações do governador como argumento de autoridade, sem contestar os pressupostos, ao escrever "Frisou que apesar de 'os bancos cumprirem as recomendações, está na hora de as regras macroprudenciais passarem a ser vinculativas', em linha com as melhores práticas internacionais".
Criação de consenso artificial - O artigo afirma que "os bancos a operar em Portugal não se opõem à revisão", mas depois revela que foram apanhados de surpresa e "manifestaram desconforto", criando a ilusão de que a oposição é mínima e que a medida é inevitável.

Análise Libertária

O Expresso amplifica a intenção do governador do Banco de Portugal, Álvaro Santos Pereira, de tornar vinculativas as recomendações macroprudenciais sobre o crédito à habitação. Este movimento representa mais um passo na centralização do poder monetário e creditício nas mãos de uma burocracia não eleita. A ideia de que um punhado de tecnocratas sabe melhor que milhões de indivíduos quanto devem pedir emprestado é a essência do planeamento central. O governador queixa-se de que as recomendações atuais, como o prazo máximo de 30 anos, não são cumpridas, e por isso quer força de lei para impor sanções. Nunca se pergunta se a própria intervenção estatal no mercado de crédito é a causa das distorções.

A banca, apanhada de surpresa, manifesta desconforto, mas não questiona o princípio da intervenção. A Associação Portuguesa de Bancos diz que não fomos abordados sobre a passagem das recomendações macroprudenciais a vinculativas. Este é o método habitual do estado: primeiro anuncia-se a intenção nos meios de propaganda, depois impõe-se o facto consumado. O argumento de que "não havendo incumprimento não se justifica" é fraco, porque aceita que o estado tem legitimidade para definir regras. O verdadeiro problema é o estado ter qualquer poder para ditar condições de crédito, distorcendo os preços e impedindo o cálculo económico.

O crédito à habitação cresceu 10,7% face a abril de 2025, o maior aumento desde 2003, muito acima da média europeia de 2,9%. O Expresso vende isto como um problema que exige mais regulação. Na perspetiva austríaca, o crescimento do crédito é sintoma da expansão monetária do Banco Central Europeu, que artificialmente baixa as taxas de juro e inflaciona os preços dos ativos. O estado, em vez de parar a impressão de moeda, quer controlar a saída de crédito, criando um ciclo de intervenções que nunca resolvem a causa. As famílias endividam-se porque o dinheiro fácil as engana sobre a verdadeira escassez de recursos.

O governador propõe reduzir a taxa de esforço de 50% para 45% e limitar as exceções a 55%, além de ajustar as maturidades máximas. Isto é apresentado como proteção ao consumidor, mas é paternalismo coercivo. Cada adulto deve ser livre para assumir os riscos que entende, desde que não agrida terceiros. O estado não tem o direito de decidir quanto uma família pode gastar em habitação. As regras macroprudenciais são uma forma de planeamento central que ignora as preferências individuais e a diversidade de situações. O resultado é a redução da oferta de crédito para os mais pobres, que ficam excluídos do mercado.

A taxa de supervisão que o Banco de Portugal quer cobrar aos bancos é outro imposto disfarçado. O governador diz que Portugal é um dos poucos países da União Bancária que não recupera os custos de supervisão. Isto significa que o estado quer cobrar às empresas um serviço que ele próprio criou e que é obrigatório. Os bancos já pagam contribuições para o Fundo de Resolução e a contribuição sobre o sector bancário, que são custos artificiais que encarecem o crédito. A APB alerta que há duplicação com a taxa paga ao BCE, mas aceita o princípio de que o estado deve ser financiado pelos bancos. Na verdade, toda a supervisão é uma barreira à entrada e um custo para os consumidores.

O artigo também menciona o interesse de bancos espanhóis no BCP e o reforço do Banco Português de Fomento em 1,5 mil milhões de euros. O BPF é apresentado como "motor do crescimento económico", mas é apenas um veículo de redistribuição de dinheiro dos contribuintes para empresas escolhidas politicamente. O estado não cria riqueza; apenas a transfere, com custos de burocracia e corrupção. O BPF gere 10% do PRR, que é dívida pública disfarçada de investimento. O dinheiro que o estado "mobiliza" é sempre confiscado primeiro aos cidadãos. O crescimento artificial do crédito público só adia o ajuste necessário.

A conclusão é clara: o Expresso normaliza a expansão do poder do Banco de Portugal como se fosse inevitável e desejável. Centralizar o poder do banco central era o sonho húmido de Karl Marx, e os sociais-democratas são mais competentes a realizá-lo do que os socialistas declarados. As medidas anunciadas são mais impostos, mais regulação e menos liberdade. O mercado de crédito, se deixado em paz, ajustar-se-ia naturalmente através dos preços e das taxas de juro. O estado, ao intervir, cria os problemas que depois diz resolver. A única solução é acabar com o monopólio do banco central, permitir a concorrência monetária e devolver aos indivíduos o poder de decidir o seu próprio endividamento.

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  • O jovem que sonha comprar casa - vai perceber que o banco central quer controlar o crédito como se fosse um comissário político, não um supervisor
  • O pequeno empresário que precisa de financiamento - vai descobrir que a nova taxa de supervisão é mais um imposto disfarçado que encarece o crédito e estrangula o investimento
  • O contribuinte que já paga impostos a mais - vai entender que o estado quer sugar ainda mais dinheiro dos bancos, que depois o passam para os clientes, tudo em nome da "estabilidade"

  1. 1Expansão monetária (Monetary expansion)Aumento da base monetária que distorce preços e causa ciclos.

    A expansão monetária é a criação de moeda pelo banco central, geralmente para financiar dívida pública ou injectar liquidez. Neste artigo, o BCE e o BdP permitem um crescimento do crédito à habitação de 10,7%, alimentando a expansão. Mais moeda significa juros artificiais baixos, que incentivam endividamento excessivo e bolhas de activos. Para um libertário, esta intervenção viola a propriedade privada ao diluir o poder de compra de quem poupa. O resultado é a má alocação de recursos, como o sobre-aquecimento imobiliário em Portugal.

  2. 2Risco moral (Moral hazard)Incentivo perverso quando os bancos sabem que serão resgatados.

    O risco moral ocorre quando uma entidade fica protegida das consequências dos seus actos. O BdP, ao querer tornar recomendações vinculativas, admite que os bancos não cumprem regras voluntariamente. Mas a verdadeira causa é a garantia implícita de resgate do BCE e do estado. Os bancos emprestam sem cautela porque esperam ser salvos. Este artigo mostra que o próprio supervisor quer mais poder para impor limites, em vez de eliminar o risco moral. A solução libertária é acabar com os resgates e deixar os bancos falirem.

  3. 3Ciclo económico (Business cycle)Flutuações causadas por expansão creditícia artificial.

    O ciclo económico, segundo a escola austríaca, é gerado pela expansão do crédito a taxas de juro inferiores às de mercado. O artigo revela que o crédito à habitação cresceu 10,7%, muito acima da média europeia. Isto sinaliza uma fase de boom artificial, alimentada pelo BCE e pelo BdP. Mais tarde, virá a contracção, com incumprimentos e quedas de preços. O estado culpa os bancos e as famílias, mas o verdadeiro culpado é a política monetária que interfere no cálculo económico.

  4. 4Intervenção estatal (Government intervention)Acção do estado que restringe a liberdade de contratar.

    A intervenção estatal é toda a acção que substitui a escolha voluntária por imposição coerciva. Neste artigo, o BdP quer tornar recomendações vinculativas, ou seja, obrigar os bancos a cumprir limites de crédito, prazos e taxas de esforço. Isto substitui a decisão dos agentes de mercado por uma regra burocrática. Para um libertário, cada intervenção distorce os sinais de preço e impede que os contratos reflectiam preferências reais. O resultado é menos eficiência e mais fragilidade.

  5. 5Cálculo económico (Economic calculation)Processo de usar preços de mercado para avaliar recursos.

    O cálculo económico é a capacidade de comparar custos e benefícios através de preços de mercado. Quando o estado impõe limites ao crédito, como a redução da taxa de esforço ou a maturidade máxima, interfere nos preços dos empréstimos. Bancos e famílias perdem a referência para decidir quanto poupar ou investir. O artigo mostra o BdP a tentar adivinhar níveis "seguros" de endividamento, algo impossível sem preços livres. A consequência é a má afectação do capital e a redução do bem-estar.

  6. 6Imposto sobre o sector bancário (Bank levy)Taxa cobrada aos bancos, que é um confisco de propriedade.

    O imposto sobre o sector bancário é uma contribuição obrigatória imposta pelo estado, que o artigo menciona como "contribuição sobre o sector bancário" e "taxa de supervisão". Para um libertário, isto é roubo, pois o estado confisca parte dos lucros dos bancos para financiar a sua própria burocracia. O BdP quer cobrar uma taxa para "recuperar custos" de supervisão, mas esses custos foram criados pelo próprio estado. O dinheiro arrecadado é desviado de usos produtivos para alimentar o aparelho estatal.

  7. 7Privilégio legal (Legal privilege)Benefício concedido pelo estado a certos grupos, como os bancos.

    Privilégio legal é uma vantagem que o estado concede a alguns agentes económicos, negada a outros. Neste artigo, o BdP e o BCE são instituições com privilégios de emissão de moeda e supervisão. Além disso, o Banco Português de Fomento recebe um reforço de capital de 1,5 mil milhões de euros, dinheiro que era dos "contribuintes", que é um privilégio imenso. Os bancos privados também beneficiam de protecção estatal. Estes privilégios distorcem a concorrência e criam dependência do poder político.

  8. 8Propriedade privada (Private property)Direito exclusivo sobre bens e capital, violado por impostos e regulação.

    A propriedade privada é o fundamento da liberdade. O artigo revela múltiplas violações: o estado impõe taxas de supervisão, restringe contratos de crédito e redistribui dinheiro que era dos "contribuintes" para o BPF. Cada nova regra macroprudencial é uma intromissão na forma como os bancos e as famílias usam os seus bens. Para um libertário, enquanto os contratos não envolvam fraude ou coerção, devem ser livres. O BdP age como se os activos privados fossem recursos públicos a gerir.

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